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Controlar o peso pode manter o cérebro saudável por mais tempo

14 de julho de 2026 (Bibliomed). O declínio cognitivo é um processo normal. À medida que as pessoas envelhecem, muitas vezes torna-se mais difícil lembrar-se das coisas e pensar com a mesma clareza de quando eram mais jovens. Em adultos saudáveis, essas mudanças são graduais e sutis. No entanto, estar acima do peso pode levar a um declínio cognitivo acelerado, de acordo com uma nova pesquisa da Universidade da Geórgia, nos Estados Unidos.

O novo estudo descobriu que um índice de massa corporal mais elevado ao longo do tempo leva a declínios mais rápidos nas funções cognitivas, na memória e nas funções executivas do que o que é tipicamente observado em adultos mais velhos. Isso inclui aspectos como o gerenciamento de emoções, a organização e o planejamento de tarefas, a concentração e muito mais. Os pesquisadores se basearam em dados de um estudo com representatividade nacional que acompanhou mais de 8.200 pessoas com mais de 50 anos durante 24 anos.

O estudo constatou que cada aumento de uma unidade no IMC levou a um declínio mais rápido na saúde cerebral. Mas nem tudo são más notícias: os pesquisadores descobriram que se as pessoas controlassem o peso, poderiam reduzir significativa a taxa de declínio cognitivo em apenas dois anos. O efeito foi mais pronunciado em adultos com mais de 65 anos.

Definida como um IMC de 30 ou superior, a obesidade impacta negativamente a saúde cerebral. Mas, segundo os pesquisadores, ainda não está claro exatamente como isso ocorre. É provável que o excesso de peso resulte em inflamação, redução do fluxo sanguíneo e resistência à insulina. Isso pode levar a comprometimento cognitivo, doença de Alzheimer e outras demências. Alguns pesquisadores defendem uma definição mais abrangente de obesidade que leve em conta fatores adicionais, como circunferência abdominal e problemas de saúde relacionados ao peso.

Os pesquisadores lembram que não há cura para a demência, e é por isso que é fundamental identificar e abordar quaisquer fatores de risco modificáveis para preveni-la.

Fonte: Journal of Neurology. DOI: 10.1007/s00415-026-13696-2.

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