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19 de maio de 2026 (Bibliomed). Mudanças climáticas têm aumentado a potência das ondas de calor e frio, resultando no aumento de mortes relacionadas a elas. Estudo realizado no Centro de Pesquisa de Imagem Cardiovascular do Hospital Geral de Massachusetts, nos Estados Unidos, mostrou que mais de 69.000 norte-americanos perderam a vida entre 1999 e 2024 devido, direta ou indiretamente, ao calor ou ao frio extremo, o que significa que 1 em cada 1.000 mortes estava relacionada ao frio ou calor extremos, disseram os pesquisadores.
O frio representa 65% das mortes, sendo que idosos com 65 anos ou mais tinham até quatro vezes mais probabilidade de morrer devido a temperaturas extremas do que adultos mais jovens. Os resultados também mostraram que pessoas negras tinham o dobro da probabilidade de morrer devido ao calor extremo em comparação com pessoas brancas, e tinham maior probabilidade de morrer devido ao frio extremo. Os homens tinham 2,6 vezes mais probabilidade de morrer devido a temperaturas extremas do que as mulheres.
De acordo com os pesquisadores, as mudanças climáticas aumentam os riscos de eventos climáticos extremos, e essas descobertas reforçam a necessidade de estratégias de adaptação direcionadas, como a melhoria da qualidade das moradias, o acesso a sistemas de aquecimento e refrigeração e sistemas de alerta precoce, para proteger os grupos vulneráveis à medida que os extremos climáticos se intensificam. Eles ressaltam que os resultados nos ajudam a entender quais populações podem ser afetadas de forma desproporcional, para que as estratégias de saúde pública possam ser ajustadas de acordo.
Fonte: Annals of Internal Medicine. DOI: 10.7326/ANNALS-25-01006.
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