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25 de maio de 2026 (Bibliomed). A confusão em relação aos questionários de sintomas é comum e provavelmente dificulta os esforços para diagnosticar e tratar doenças físicas e mentais, indica estudo realizado na Universidade do Arizona, nos Estados Unidos.
O estudo focou no Questionário de Saúde do Paciente (PHQ), um formulário amplamente utilizado que auxilia profissionais de saúde mental na avaliação de possíveis problemas. A versão mais longa do questionário tem apenas nove perguntas, mas, mesmo assim, o formulário pode ser confuso para os pacientes.
Para o novo estudo, os pesquisadores se concentraram em uma frase particularmente problemática no início do PHQ, onde os pacientes são questionados sobre a frequência com que foram "incomodados" por qualquer um dos sintomas listados. Em um experimento, eles pediram a cerca de 850 pessoas que preenchessem um questionário PHQ, que lista o excesso de sono como um dos sintomas. Em seguida, os pesquisadores apresentaram uma situação hipotética: imagine que você dormiu demais todos os dias durante uma semana, mas não se incomodou com isso porque estava de férias. Foi solicitado aos participantes que reconsiderassem sua resposta anterior à pergunta sobre dormir demais, com base nessas informações.
Eles explicam que se lessem as instruções à risca, a resposta que se encontraria ali seroa “de jeito nenhum”. No entanto, os resultados mostraram que a expressão "incomodado por" não foi levada em consideração de forma consistente pelos participantes, quando a pergunta foi feita uma segunda vez com o contexto adicional. Apenas 38% responderam corretamente "de forma alguma" quando questionados pela segunda vez sobre dormir demais, e somente 17% indicaram que responderiam com base em "incomodado por" se preenchessem um PHQ no futuro.
Segundo os pesquisadores, os resultados mostram que o teste não está retratando com precisão o que os pacientes estão vivenciando, ressaltando que, considerando a ampla utilização do PHQ, essas percepções errôneas e mal-entendidos podem resultar em problemas de grande alcance.
Para os autores, pesquisas futuras devem se concentrar em mudar a linguagem das perguntas do questionário de forma a torná-las mais claras para os pacientes e, consequentemente, a levarem a diagnósticos mais precisos.
Fonte: JAMA Psychiatry. DOI: 10.1001/jamapsychiatry.2025.3796.
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