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Combinação de quatro genes pode prever câncer de estômago letal

19 de maio de 2026 (Bibliomed). Estudo realizado no Instituto de Câncer do Estado de São Paulo mostrou que quatro genes específicos servem como uma pista reveladora de como os cânceres de estômago potencialmente mortais se desenvolverão e progredirão.

Segundo os autores, testar essas mutações genéticas pode permitir que os médicos ofereçam tratamentos direcionados e evitem que alguns pacientes sejam submetidos a medidas agressivas, como cirurgia ou quimioterapia. Atualmente, a maioria dos cânceres gástricos é tratada da mesma forma - com cirurgia e quimioterapia - mas identificar diferenças moleculares importantes permite adaptar o tratamento à biologia do tumor de cada paciente.

Para o estudo, os pesquisadores analisaram 21 genes em amostras de tumores coletadas de 87 pacientes que foram submetidos a cirurgia e quimioterapia para câncer de estômago. A equipe então comparou como as mutações nesses genes se correlacionavam com a sobrevida dos pacientes. Aproximadamente um terço dos pacientes apresentou alterações em uma combinação específica de quatro genes - BRCA2, CDH1, RHOA e TP53 - e esses pacientes tinham maior probabilidade de morrer de câncer ou de ter uma recidiva. Essa combinação genética continha fatores de risco para o câncer já bem estabelecidos, como as mutações BRCA2, que estão associadas ao câncer de mama e de ovário, além de variantes genéticas até então desconhecidas.

Os pesquisadores agora estão trabalhando para relacionar essas descobertas a testes laboratoriais já estabelecidos, o que poderia tornar mais fácil e acessível a triagem de tumores em busca do padrão genético de alto risco identificado.

Fonte: Digestive Disease Week Meeting.

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