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15 de maio de 2026 (Bibliomed). Um novo estudo defende que a melhor forma de melhorar o controle de amputados sobre uma mão biônica é dar à mão uma mente própria. Uma mão biônica controlada por um programa de inteligência artificial, mas sob a direção do amputado, proporciona a melhor aproximação da destreza manual normal, disseram pesquisadores da Universidade de Utah, nos Estados Unidos.
Os pesquisadores explicam que, por mais realistas que os braços biônicos estejam se tornando, controlá-los ainda não é fácil nem intuitivo, com quase metade dos usuários abandonando a prótese sob alegação de dificuldades de controle e sobrecarga cognitiva. O problema, segundo os especialistas, é que a maior parte dos movimentos normais é inconsciente e intuitivo, e as próteses exigem que o usuário intua conscientemente sobre as pequenas ações.
Para resolver esse problema, os pesquisadores recorreram à IA. Eles a treinaram para responder a sensores de proximidade e pressão em uma mão biônica, de modo a formar posturas de preensão específicas e pré-programadas. Os sensores de pressão são tão precisos que conseguem detectar uma bola de algodão praticamente sem peso caindo sobre eles, disseram os pesquisadores. Enquanto isso, os sensores de proximidade ajudam cada dedo a "enxergar" o objeto à sua frente, permitindo que a IA forme uma preensão perfeita e estável. Em seguida, os amputados orientam a IA, compartilhando o controle com ela para fazer a mão funcionar conforme necessário.
Os pesquisadores testaram a mão biônica com quatro voluntários cujas amputações ocorreram entre o cotovelo e o pulso. Os participantes do teste demonstraram maior segurança e precisão na preensão ao usar a mão biônica, além de precisarem de menos esforço mental para controlar a prótese. Eles foram capazes de realizar diversas tarefas cotidianas, como pegar objetos pequenos ou levantar uma xícara.
Não é tão fácil quanto parece, observaram os pesquisadores. Se apertar um copo de plástico muito suavemente, ele cai; se apertar muito forte, ele amassa. Ao adicionar inteligência artificial, conseguimos transferir essa função de preensão para a própria prótese, explicam. O resultado é um controle mais intuitivo e preciso, o que permite que tarefas simples voltem a ser simples. A equipe agora está explorando implantes cerebrais que permitam aos amputados controlar próteses com a mente e até mesmo obter uma sensação de tato por meio de sensores de pressão na mão.
Fonte: Nature Communications. DOI: 10.1038/s41467-025-65965-9.
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