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Adultos de meia-idade e idosos têm maior probabilidade de dirigir sob efeito de álcool ou drogas

13 de maio de 2026 (Bibliomed). Um novo estudo revela que os esforços para coibir a direção sob efeito de maconha estão ignorando o risco de trânsito representado por pessoas mais velhas. Aproximadamente 1 em cada 5 (20%) pessoas com 50 anos ou mais que usam maconha relataram ter dirigido sob o efeito da droga pelo menos uma vez no último ano. Além disso, o estudo constatou que adultos de meia-idade e idosos que usam cannabis diariamente ou quase diariamente têm três vezes mais probabilidade de dirigir após fumar, em comparação com aqueles que usam maconha raramente.

Para o novo estudo, os pesquisadores da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, analisaram dados da Pesquisa Nacional sobre Envelhecimento Saudável da instituição. A pesquisa entrevistou 3.379 pessoas com 50 anos ou mais, incluindo 729 que haviam usado maconha pelo menos uma vez no último ano. Os resultados mostraram que mais de um quarto (27%) das pessoas entre 50 e 64 anos usaram maconha pelo menos uma vez no último ano, e 17% daquelas com 65 anos ou mais.

Dos que usam maconha, 27% disseram que ficam chapados diariamente ou quase diariamente. Por outro lado, 43% disseram ter usado cannabis apenas uma ou duas vezes no último ano, 14% disseram usar mensalmente e 16% semanalmente. De modo geral, os pesquisadores descobriram que os homens tinham 72% mais probabilidade de dirigir após o uso de produtos à base de cannabis do que as mulheres. A pesquisa também perguntou às pessoas por que elas usam maconha. Mais da metade (52%) disse que a usa para tratar problemas de humor ou de saúde mental, e 67% disseram que a usam para ajudar a dormir.

Os pesquisadores descobriram que aqueles que usam maconha por motivos de saúde mental têm o dobro da probabilidade de afirmar que dirigiram sob o efeito da droga. Isso sugere a necessidade de ajudar adultos de meia-idade e idosos a entenderem que existem opções para tratar problemas de saúde mental, humor ou sono que são mais comprovadas e eficazes do que a cannabis.

Segundo os autores, é importante direcionar campanhas de conscientização para adultos de meia-idade e idosos que fazem uso de maconha, incluindo informações de como a maconha atual é mais potente e de coo pode afetá-los, os efeitos do envelhecimento nas habilidades cognitivas e motoras e como esses podem ser afetados pela maconha, e a possibilidade de interações entre a maconha e medicamentos controlados.

Fonte: Drug and Alcohol Dependence. DOI: 10.1016/j.drugalcdep.2025.112985.

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