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13 de abril de 2026 (Bibliomed). Para muitas famílias que perdem alguém por suicídio, a mesma pergunta surge repetidamente: "Como não previmos isso?" Estudo realizado na Universidade de Utah, nos Estados Unidos, sugere que, para algumas pessoas, realmente não havia sinais de alerta claros.
Os pesquisadores descobriram que pessoas que morrem por suicídio sem apresentar sinais de alerta prévios, como pensamentos suicidas ou tentativas anteriores, podem ter fatores de risco subjacentes diferentes daquelas que expressam comportamento suicida.
Aproximadamente metade das pessoas que morrem por suicídio não têm histórico conhecido de pensamentos ou comportamentos suicidas. Muitas também não têm diagnóstico de transtornos mentais como depressão.
Para melhor compreender essas pessoas, os pesquisadores analisaram dados genéticos anonimizados de mais de 2.700 pessoas que morreram por suicídio. Eles descobriram que pessoas sem sinais prévios de suicídio apresentavam menos diagnósticos psiquiátricos e menos fatores de risco genéticos para transtornos mentais como ansiedade, depressão, doença de Alzheimer e transtorno de estresse pós-traumático. O estudo também descobriu que esse grupo não era mais propenso do que a população em geral a apresentar características como humor deprimido crônico ou neuroticismo.
A prevenção do suicídio tem se concentrado, há muito tempo, na identificação e no tratamento da depressão e de outros transtornos mentais relacionados. No entanto, esta pesquisa sugere que essa abordagem pode não alcançar todas as pessoas em risco, especialmente aquelas que não foram diagnosticadas com depressão ou não apresentam sintomas típicos.
Os pesquisadores agora estão investigando outros fatores que podem aumentar o risco de suicídio nesse grupo oculto, incluindo dor crônica, inflamação e doenças respiratórias. Eles também estão estudando características que podem proteger contra o suicídio para entender melhor por que algumas pessoas permanecem resilientes mesmo em situações difíceis. Ela enfatizou que não existe um único "gene" do suicídio.
Fonte: JAMA Network Open. DOI: 10.1001/jamanetworkopen.2025.38204.
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