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26 de março de 2026 (Bibliomed). Implantes cerebrais que emitem pulsos elétricos podem aliviar a depressão em pessoas que não respondem a medicamentos psiquiátricos, segundo um novo estudo realizado na Universidade de Cambridge, no Reino Unido.
Metade de um pequeno grupo de pessoas que receberam implantes cerebrais apresentou melhora significativa nos sintomas de depressão. Além disso, mais de um terço dos pacientes ficou praticamente livre da depressão após o tratamento, chamado de estimulação cerebral profunda.
A estimulação cerebral profunda envolve a inserção de eletrodos em regiões profundas do cérebro, onde transmitem pulsos elétricos suaves. Segundo pesquisadores, essa técnica está sendo utilizada para tratar uma série de condições neurológicas, com maior sucesso em pessoas com doença de Parkinson. Este é um dos maiores estudos a demonstrar que a estimulação profunda de regiões específicas do cérebro pode tratar a depressão.
Para o novo estudo, os pesquisadores recrutaram 26 pacientes na China com depressão resistente ao tratamento e implantaram eletrodos para fornecer estimulação a duas áreas do cérebro: o núcleo da estria terminal é uma parte da amígdala envolvida na regulação do estresse, da ansiedade e do medo; o núcleo accumbens, uma área fundamental para a motivação, o prazer e o reforço.
Metade dos pacientes apresentou melhora significativa nos sintomas relacionados à depressão e à ansiedade. Na verdade, nove dos pacientes (35%) alcançaram uma eliminação quase completa dos seus sintomas.
Uma atividade cerebral em uma frequência elétrica específica, chamada "atividade teta", correspondia à depressão de uma pessoa. Pessoas com altos níveis de atividade teta no BNST tendiam a apresentar depressão e ansiedade mais graves. Durante o ensaio clínico, os pesquisadores utilizaram estimulação para reduzir a atividade teta no BNST, e os pulsos estiveram associados a melhorias na depressão e ansiedade dos pacientes.
Eles descobriram que a atividade cerebral em uma frequência específica — as ondas cerebrais teta — pode nos indicar quais pacientes terão a melhor resposta ao tratamento de estimulação cerebral profunda na região do BNST, o que poderá nos ajudar a personalizar o tratamento para cada paciente no futuro.
Fonte: Nature Communications. DOI: 10.1038/s41467-025-65179-z.
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