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19 de março de 2026 (Bibliomed). Um novo estudo da Oregon Health & Science University, nos Estados Unidos, envolvendo 11 milhões de veteranos norte-americanos descobriu que a probabilidade de uma pessoa desenvolver Parkinson quase dobrava se ela fosse diagnosticada com apneia do sono, mas não tivesse usado um dispositivo de pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP) para ajudar a controlá-la.
No novo estudo, os pesquisadores analisaram os registros médicos de 11 milhões de veteranos militares dos EUA que receberam atendimento do Departamento de Assuntos de Veteranos (VA) entre 1999 e 2022. Mesmo após ajustes para possíveis fatores de confusão, como obesidade, idade e pressão alta, os pesquisadores descobriram que ter apneia do sono não tratada quase dobrava as chances de desenvolver Parkinson em comparação com pessoas cuja apneia foi tratada com CPAP.
A apneia do sono envolve dificuldades respiratórias frequentes durante o sono, o que pode afetar a quantidade de oxigênio que chega ao cérebro. Os pesquisadores explicam que se a pessoa para de respirar o nível de oxigênio não fica normal os neurônios não funcionarão normalmente, e o acúmulo de anos com o problema vai afetando o cérebro.
Fonte: JAMA Neurology. DOI: 10.1001/jamaneurol.2025.4691.
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