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Métodos contraceptivos

© Equipe Editorial Bibliomed

Neste artigo:

- Introdução
-
Métodos hormonais
- Dispositivo intrauterino (DIU) e Sistema intrauterino (SIU)
- Métodos comportamentais
- Contraceptivos de barreira

Introdução

O planejamento familiar tem se tornado pauta de incontáveis discussões no mundo tudo. Apesar da redução da fecundidade ser uma tendência observada na maioria dos países, ainda assim a população mundial vem aumentando a passos largos.

Conhecer os principais métodos de anticoncepção, seus prós e contras, é uma medida importante para um planejamento familiar bem sucedido.

Métodos hormonais

Os Métodos Hormonais são os mais difundidos e utilizados por milhões de mulheres. Oferecidos na forma de pílulas de baixa dosagem, combinadas, trifásicas e mensais (injetáveis), possuem como grande trunfo a facilidade no uso e ampla disponibilidade. Porém, existem sérias contraindicações: os métodos hormonais não podem ser utilizados por mulheres com antecedentes de tromboflebite, doenças tromboembólicas, hipertensão arterial, doença coronariana, sangramentos uterinos sem causa conhecida, gravidez (constatada ou suspeita), diabetes insulinodependente, insuficiência cardíaca e determinados tipos de câncer.

Além dessas contraindicações absolutas, existem contraindicações relativas – situações onde os benefícios dos métodos contraceptivos hormonais devem ser pesados com os potenciais riscos associados ao seu uso. Essas situações compreendem: mulheres nos primeiros dois anos da primeira menstruação, doenças hepáticas agudas ou crônicas, aleitamento, depressão, enxaquecas, epilepsia, insuficiência renal, anemia falciforme, leucemia, imobilização prolongada, altos níveis de gordura no sangue (hiperlipidemia), fumantes e mulheres com mais de 35 anos de idade. Qualquer potencial usuária de um método hormonal que se encaixe em uma das categorias acima, deve discutir com seu(sua) médico(a) métodos alternativos para reduzir as possibilidade de complicações associadas à anticoncepção.

Os métodos hormonais podem funcionar de várias maneiras, sendo as mais comuns através da inibição da ovulação, impedindo a liberação do óvulo e a possibilidade de fecundação após relação sexual sem o uso de preservativos; ou pelo espessamento do muco cervical, engrossando o muco no colo do útero dificultando a chegada do espermatozoide no útero.

Os métodos hormonais mais comuns são:

- Pílula oral: existem várias opções no mercado;
- Anel vaginal: feito de silicone, é inserido na vagina, onde libera lentamente hormônios para prevenção da gestação;
- Adesivo anticoncepcional: assemelha-se a um curativo e, ao ser colado na pele, libera hormônios que são absorvidos através da pele;
- Injetáveis: são doses maiores de hormônio que são aplicadas a cada um ou três meses.
- Implantes contraceptivos: é um pequeno bastão inserido sob a pele do braço, onde libera progesterona e tem eficácia de até três anos.

Apesar de populares, os métodos hormonais não estão isentos de efeitos colaterais. Os principais são náuseas, vômitos, mudanças comportamentais, edema pré-menstrual, maior incidência de varizes, dores nas mamas, alterações do desejo sexual e modificações do fluxo menstrual.

Dispositivo intrauterino (DIU) e Sistema intrauterino (SIU)

O Dispositivo Intrauterino (DIU) consiste em um pequeno dispositivo em forma de T que é inserido no útero e, dependendo do modelo, pode ficar até dez anos no organismo feminino. Ele é considerado como um dos contraceptivos mais eficazes, seus índices de falha ficam entre 0,2% e 0,8%. São dois os tipos mais comuns de DIU: DIU de cobre, que pode ser utilizado por até dez anos, e tem ação espermaticida, isto é, destrói os espermatozoides, impedindo sua penetração no útero; e o Sistema intrauterino (SIU), também conhecido como DIU Hormonal, que libera a progesterona no útero gradualmente, por até cinco anos. Esse hormônio altera a secreção do colo uterino impedindo e dificultando a penetração dos espermatozoides.

O mais interessante no uso do DIU, tanto o de cobre quanto o hormonal, é que, apesar de ser um método de longa duração, ele é reversível, ou seja, caso a mulher resolva engravidar, ele pode ser retirado a qualquer momento sem prejuízo para a fertilidade pré-existente. Por outro lado, nenhum dos dois métodos (DIU ou SIU) é eficaz contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Por isso, o uso desses métodos não excluí a necessidade da camisinha.

Apesar das vantagens sobre os métodos hormonais, o DIU não deve ser utilizado em pacientes com suspeita de gravidez, naquelas com história de câncer uterino, doença inflamatória pélvica (gonorreia, clamídia, etc), anemia ou antecedente de gravidez ectópica. Além disso, existem contraindicações relativas, como pacientes com anomalias uterinas (dificultam o posicionamento do DIU e diminuem sua eficácia), miomas mucosos, cervicites e colpites intensas, pós-aborto séptico e naquelas com alergia ao cobre ou à progesterona.

Métodos comportamentais

Nesta categoria estão incluídos a Tabelinha e o coito interrompido. Nenhum destes dois métodos isoladamente é considerado seguro e devem ser complementados por algum outro método. Em geral, o uso da Pílula ou do DIU/SIU já é suficiente e nenhuma alteração do intercurso sexual é necessária para evitar uma gravidez.

Contraceptivos de barreira

Os contraceptivos de barreira são aqueles que bloqueiam fisicamente o acesso do espermatozoide ao útero e incluem preservativos (camisinhas femininas e masculinas), diafragmas, capuzes cervicais, esponjas contraceptivas e espermicidas. Os mais populares são as camisinhas, que além de ajudarem na prevenção de uma gestação não planejada, protegem contra as infecções sexualmente transmissível (ISTs), e são comumente utilizados junto com outro método, como o DIU/SIU ou os métodos hormonais.

Alguns métodos são descartáveis e devem ser trocados a cada ato sexual, como as camisinhas femininas e masculinas, e as esponjas. Já outros, como o diafragma e o capuz cervical podem ser lavados e reutilizados após o uso.

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