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Crianças com artrite podem ter problemas no emprego na fase adulta

01 de junho de 2012 (Bibliomed). Crianças com Artrite Idiopática Juvenil (AIJ) podem sofrer problemas no trabalho quando ficarem adultas. A conclusão é de uma pesquisa publicada no Arthritis & Rheumatism, jornal do American College of Rheumatology (ACR), que indica que a incapacidade funcional causada pela doença pode influenciar na escolaridade e no emprego dessas pessoas.

A artrite é uma doença comum caracterizada por uma inflamação dolorosa, inchaço e rigidez que pode prejudicar as articulações e levar à incapacidade. Quando a artrite crônica atinge os menores de 16 anos de idade é chamada de artrite idiopática juvenil. Essa doença afeta cerca de 294.000 crianças nos Estados Unidos, e estudos realizados nas duas últimas décadas mostram que o tratamento agressivo e precoce a base de drogas antirreumáticas ou biológicas, conhecidas como fator de necrose tumoral alfa-inibidores, pode melhorar os resultados do tratamento em longo prazo.

Contudo, os pesquisadores ressaltam que alguns pacientes com AIJ, apesar do tratamento precoce, podem entrar na fase adulta com lesões nas articulações, deficiências e qualidade de vida reduzida. Com isso, as taxas de desemprego entre adultos que sofreram com AIJ são maiores do que entre aqueles que não sofreram com o problema.

O estudo envolveu 103 participantes (22 homens e 81 mulheres com idade média de 24 anos e duração média da doença de 19 anos) que foram tratados na unidade músculo-esquelético no Hospital Freeman, no Reino Unido. OS pacientes foram entrevistados em relação à sua escolaridade, situação no emprego, além de responderam a um questionário de avaliação da saúde (HAQ) para medir a incapacidade funcional.

Os resultados mostraram que a incapacidade funcional medida pelo HAQ foi significativamente menor nos pacientes empregados e naqueles com AIJ oligoarticular. Realização educacional não foi influenciada pelos subtipos de AIJ: oligoarticular (40); poliarticular fator reumatóide (RF) positivo (23); RF poliarticular negativo (17); sistêmica (10) e outros (11). Os pacientes que concluíram o ensino secundário tiveram maior sucesso mais tarde na vida, na obtenção de postos de trabalho mais elevados ou de gestão. A equipe também observou que a estabilidade no emprego foi influenciada positivamente pelo grau de escolaridade e negativamente pelo escore de deficiência.

Fonte: EurekAlert!, 31 de maio de 2012

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