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Altruísmo pode ter raízes práticas, mas subconscientes

11 de março de 2011 (Bibliomed). Atitudes como segurar a porta para alguém fazem parte de uma série de cortesias trocadas por membros de uma sociedade. Elas são práticas altruístas realizadas cotidianamente e representam as boas maneiras e etiqueta social. Mas as raízes dessas atitudes podem estar além da boa educação e estarem relacionadas a uma motivação inconsciente e dividida por todos: reduzir o esforço feito pelas pessoas envolvidas na tarefa.

David A. Rosenbaum, professor de psicologia e um dos autores de uma pesquisa que analisou as motivações motoras do altruísmo, explica: o sentimento de seguir as normas sociais faz parte do altruísmo, mas a pesquisa sugere outro fator. “Nosso insight é que existe outro contribuinte: a representação mental do esforço físico de outras pessoas. Pesquisas substanciais no campo de controle motoro mostram que pessoas são boas em estimar quanto esforço elas e outras pessoas fazem”.

Como experimento, os cientistas responsáveis pela pesquisa filmaram pessoas passando por uma porta em um prédio no campus de uma universidade. Eles analisaram a relação entre a pessoa que abria a porta e a que vinha logo após – se a pessoa abria a porta para a que vinha atrás, durante quanto tempo, se a distância entre as pessoas afetava esse tempo.

Algumas situações se destacaram. Se alguém passava primeiro pela porta e a segurava, não importava se vinham uma ou duas pessoas atrás. Ou seja, a primeira pessoa pensava “meu altruísmo vai beneficiar mais pessoas, então eu vou segurar a porta durante mais tempo”. Outra situação interessante acontecia quando a pessoa que vinha atrás de alguém que estava segurando a porta caminhava mais rápido, para que a primeira pessoa segurasse a porta menos tempo. Isso fazia com que o esforço das duas pessoas para manter a porta aberta fosse equivalente.

De acordo com Rosembaum, o modelo de esforço compartido surge a partir de nossa apreciação pelas boas maneiras e as favorece. “Aqui estão pessoas que provavelmente nunca mais vão se ver, mas nessa interação passageira eles reduzem os esforços um do outro. Esse pequeno gesto é animador para a sociedade”.

Fonte: Association for Psychological Science 9 de março de 2011

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