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Treinamento de ressuscitação pode salvar 60 mil vidas por ano

27 de janeiro de 2011 (Bibliomed).  Por ano, 315 mil pessoas morrem por problemas cardíacos no Brasil. Desses, 60 mil poderiam ser evitados se a população fosse treinada para atuar em casos de emergência. Essa é a mensagem transmitida pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) na I Reunião dos Centros de Treinamento e Revisão da Ciência da Ressuscitação Cardiopulmonar e Emergência Vascular, realizada em São Paulo.

Especialistas ressaltaram a importância dessa medida já que, muitas vezes, são pessoas comuns, ou seja, leigos na prática da medicina, que oferecem os primeiros cuidados à pessoa que esta em parada cardíaca. Segundo Sérgio Timerman, representante do Comitê de Emergência da “American Heart Association, os 10 primeiros minutos são vitais para garantir a sobrevivência de uma pessoa com parada cardíaca, e, geralmente, quem fica ao lado da pessoa nesse período crucial é um leigo. “É por isso que estatisticamente há mais casos de sobrevivência que se deve ao leigo, do que ao médico”, diz Timerman.

Manoel Canesin, coordenador do Centro de Treinamento da SBC, afirma que a cada minuto a possibilidade de salvamento da vida se reduz em 10%, e torna-se quase inexistente depois de 10 minutos. “Como o resgate geralmente demora esse tempo para chegar, é vital que o atendimento seja feito por quem presencia o evento, isto é, o leigo”, alega Canesin, reforçando a tese defendida por Timerman.

No Brasil há poucas pessoas treinadas para atuar na massagem cardíaca, destaca o diretor de Promoção de Saúde Cardiovascular da SBC, Dikran Armaganijan. Contudo, a legislação de alguns estados brasileiros determina que, em lugares onde se encontrem mais de 1500 pessoas ou a metade dessas tenha mais de 50 anos, é necessário o treinamento e desfibriladores.  Essa atitude tem sido positiva, uma vez que o índice de sobrevivência de pessoas acometidas por paradas cardíacas aumentou de 3% para mais de 20% em locais onde leigos foram treinados para atuar nessas situações.

Fonte: Doc Press. Press Release. 26 de janeiro de 2011.

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