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Maioria das pessoas não confere as informações de saúde que leem na internet, diz estudo

07 de janeiro de 2011 (Bibliomed). A procura de informações sobre saúde na internet é intensa, entretanto poucas pessoas checam se a fonte dos dados é confiável e se essas informações são verdadeiras, segundo estudo internacional divulgado nesta semana. De acordo com os pesquisadores da Escola de Economia de Londres, com os notebooks e smartphones prestes a superar os computadores de mesa, mais informação sobre saúde está disponível on-line e há mais meios de acessá-las.

Avaliando 12 mil pessoas na Austrália, Brasil, Reino Unido, China, França, Alemanha, Índia, Itália, México, Rússia, Espanha e Estados Unidos, os especialistas observaram que 81% dos internautas usam a rede mundial de computadores para obter orientações sobre saúde, remédios ou condições que requerem cuidados médicos. No entanto, segundo os pesquisadores, apenas um quarto das pessoas disseram checar a origem da informação.

Os resultados indicaram que os russos são os que mais buscam orientação sobre saúde na internet, seguidos pelos chineses, indianos, mexicanos e brasileiros, enquanto os franceses são os que menos recorrem às informações on-line. O estudo também constatou que 68% dos internautas usam a rede para buscar orientação sobre determinados medicamentos, e quatro a cada 10 procuram informações a respeito de experiências de outros pacientes em relação a um problema específico de saúde.

Os especialistas alertam que muita informação sobre saúde encontrada na internet não é checada e os usuários têm dificuldade em saber no que confiar. Segundo Annabel Bentley, diretora médica da Bupa - companhia de saúde que encomendou o estudo -, "confiar em informação enganosa pode facilmente levar as pessoas a assumir riscos com tratamentos e exames inadequados". Além disso, ela destaca que as pessoas podem fazer uma checagem online e desconsiderar sintomas graves, em vez de buscar orientação com um médico.

"As novas tecnologias estão ajudando mais pessoas em todo o mundo a saber mais sobre sua saúde e tomar decisões mais bem fundamentadas, mas as pessoas precisam se certificar de que a informação que encontram as ajudarão a melhorar, e não a piorar”, destacou o pesquisador David McDaid.

Fonte: The London School of Economics and Political Science. 04 de janeiro de 2010.

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