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Cigarro, sobrepeso e sedentarismo triplicam o risco de enxaqueca entre os jovens

19 de agosto de 2010 (Bibliomed). Os jovens são mais propensos a sofrerem crises de enxaqueca e a terem dores de cabeça crônicas quando estão acima do peso, fumam e se exercitam muito pouco, segundo pesquisa publicada na edição mais recente da revista médica Neurology. Avaliando mais de 6 mil estudantes noruegueses com idades entre 13 e 18 anos, os pesquisadores descobriram que aqueles que apresentam, ao mesmo tempo, esses três fatores negativos têm mais de três vezes maior chance de sofrerem dores e cabeça frequentes.

As análises indicaram que um em cinco adolescentes era fumante, 16% estavam acima do peso ideal e 31% se exercitavam menos de duas vezes por semana. Além disso, mais de um terço das garotas e um quinto dos meninos relataram dores de cabeça recorrentes no ano anterior à entrevista da pesquisa. Avaliando as relações desses fatores do estilo de vida com a ocorrência de cefaleias, os pesquisadores notaram que mais da metade dos jovens sedentários, gordinhos e fumantes sofriam frequentes dores e cabeça, comparado com apenas um quarto dos que não tinham essas características.

“Estamos surpresos com a quantidade de adolescentes com dores de cabeça que fumam ou têm sobrepeso ou são fisicamente inativos. E estamos surpresos também com o fato de o impacto desses fatores negativos do estilo de vida parecerem se somar”, destacou o pesquisador John-Anker Zwart, da Universidade de Oslo, na Noruega.

De acordo com os autores, ainda não ficou claro se esses fatores do estilo de vida provocaram as dores de cabeça ou se eles agem mais como desencadeadores em jovens já vulneráveis ou geneticamente predispostos. “Crianças com enxaquecas tendem a ter pais que já as apresentavam. As influências ambientais entram em jogo fazendo as dores de cabeça ser expressas mais frequentemente”, explicou o neurologista Andrew D. Hershey.  

Baseados nos resultados os especialistas destacam a importância do aconselhamento desses pacientes em relação a mudanças no estilo de vida. Entre as mudanças recomendadas, estão a de comer refeições regulares e balanceadas, dormir bem, manter-se hidratado com bebidas sem cafeína e fazer exercícios pelo menos quatro vezes por semana.

Fonte: Neurology. 18 de agosto de 2010.

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