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Grande diferença de idade no casamento pode reduzir o tempo de vida da mulher, aponta estudo

14 de maio de 2010 (Bibliomed). Casar com um homem muito mais velho ou bem mais novo pode reduzir a expectativa de vida da mulher, segundo estudo do Instituto Max Planck de pesquisas em demografia, na Alemanha. Analisando dados de mais de dois milhões de casais dinamarqueses, os pesquisadores observaram que o risco de morte de uma mulher casada com um parceiro entre sete e nove anos mais jovem aumenta em 20%; e, se o marido tiver entre sete e nove anos a mais, os riscos de morte da mulher podem aumentar em até 10%.

Em artigo publicado na última edição da revista científica Demography, os autores do estudo destacam que, há tempos os cientistas procuram avaliar se as diferenças de idade no casamento exercem o mesmo tipo de influência sobre a vida de homens e mulheres. E a pesquisa atual mostra que não. No caso dos homens, o efeito é bem diferente do apresentado pelas mulheres: para aqueles que casam com mulheres mais jovens, o risco de mortalidade é reduzido em 11%, ao passo que aquele que tem uma esposa de sete a nove anos mais velha apresenta um aumento nas chances de morrer.

Embora "as razões para as diferenças de mortalidade em decorrência da diferença de idade entre parceiros permaneçam desconhecidas", segundo o pesquisador Sven Drefahl, diversos especialistas especulam que isso pode ocorrer devido ao fato de que as pessoas que escolhem parceiros mais jovens o fazem porque são mais saudáveis e, portanto, já gozam de uma expectativa de vida mais alta. Outras explicações apontam para os benefícios psicológicos de ter um parceiro mais jovem, que, ainda por cima, também poderia prover melhores cuidados durante a velhice.

Entretanto, o pesquisador destaca que essas explicações, ainda assim, não se aplicam aos resultados da pesquisa atual, principalmente em relação às mulheres. "Os casais em que o marido é mais jovem violam as normas sociais e, portanto, sofrem mais sanções sociais", especula o cientista. Além disso, ele destaca que as mulheres não parecem se beneficiar tanto quanto os homens de ter um parceiro durante a velhice, porque tendem a compartilhar mais os momentos de sua vida com suas amigas. E os homens têm, "em média, menos contatos sociais, e de menor qualidade", concluiu o especialista.

Fonte: BBC News. 12 de maio de 2010.

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