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Bebês alimentados com mamadeira se tornam crianças mais comilonas, diz estudo

11 de maio de 2010 (Bibliomed). Bebês que são alimentados com mamadeira logo nos primeiros meses de vida parecem se tornar mais comilões durante a infância do que aqueles alimentados exclusivamente pela amamentação, segundo estudo que será publicado na edição de junho da revista Pediatrics. Acompanhando o primeiro ano de vida de 1250 crianças, os pesquisadores dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) descobriram que aqueles que tomavam mamadeira nos primeiros seis meses de vida - mesmo que fosse de leite materno - apresentavam menos "autorregulação" do apetite mais tarde.

De acordo com os autores do estudo, esse chamado "efeito mamadeira" pode ser uma das razões para a associação entre aleitamento materno e um menor risco de obesidade infantil. Nas pesquisas mais recentes sobre o efeito da amamentação no ganho de peso, o foco tem sido nos componentes do leite materno - como os hormônios leptina e adiponectina, que ajudam a regular o apetite e o metabolismo. Entretanto, as novas descobertas sugerem que a forma de alimentar os pequenos também importa nesse sentido.

No estudo, a autorregulação foi medida quando os bebês tinham sete, nove, 10 e 12 meses de idade, com as mães sendo perguntadas sobre a frequência em que os bebês tomavam uma mamadeira ou um copo de leite inteiros. Os resultados indicaram que, entre os exclusivamente amamentados nos primeiros seis meses, 27% sempre terminavam sua mamadeira, comparados com 54% daqueles que tiveram alimentação mista, e 68% dos alimentados apenas com mamadeira nos primeiros meses de vida. E isso ocorria independentemente de outros fatores, como peso e escolaridade materna, renda familiar e etnia.

De acordo com os autores, os bebês que tiveram mais de dois terços de sua alimentação via mamadeira no início da vida tinham duas vezes mais chances de, mais tarde, esvaziar a mamadeira do que aqueles que tiveram menos de um terço de sua alimentação pelo recipiente. E o padrão era similar tanto para mamadeiras com fórmula láctea quanto para aquelas com leite tirado do peito.

A pesquisadora Ruowei Li destaca que a obesidade é uma questão complexa, com muitos fatores envolvidos - da suscetibilidade genética a fatores socioeconômicos e culturais, além de hábitos de exercícios. Mas o estudo sugere que a alimentação com a mamadeira poderia ser um fator controlável no princípio da vida. "Não está claro por que a amamentação pode encorajar uma melhor autorregulação, mas, quando os bebês são amamentados, eles controlam a quantidade de leite que consomem; quando os pais dão mamadeira, eles podem tentar fazer o bebê esvaziar a mamadeira todas as vezes. É possível que isso interfira na capacidade inata do bebê de regular sua ingestão de calorias em resposta a sinais internos de apetite", explicou.

Fonte: Pediatrics. Edição prévia de junho de 2010.

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