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Exame Pode Falhar na Detecção de Tipo de Câncer de Colo

NOVA YORK (Reuters Health) - Embora o exame conhecido como Papanicolaou tenha ajudado na queda acentuada das mortes por câncer de colo de útero desde que foi introduzido há mais de 50 anos, o teste pode não identificar um tipo específico de câncer cervical, sugerem novas pesquisas.

Conforme os pesquisadores, desde 1973, a incidência de adenocarcinoma de colo de útero tem crescido 30 por cento, apesar do declínio abrupto na forma mais comum do câncer de colo, conhecida como carcinoma de células escamosas.

Enquanto o câncer de células escamosas surge no revestimento do colo, o adenocarcinoma se forma em glândulas cervicais, o que torna sua detecção mais difícil.

O fato do adenocarcinoma estar tornando-se mais comum sugere que o atual exame para câncer de colo do útero pode ser insuficiente, relatam os pesquisadores na edição de agosto do Gynecologic Oncology.

O pesquisador Harriet O. Smith, do Centro de Ciências da Saúde da Universidade do Novo México, em Albuquerque (EUA), é responsável pelo estudo.

Observando as estatísticas do país sobre o câncer, a equipe de pesquisadores verificou que a incidência de todos os tipos de câncer de colo do útero caiu 37 por cento entre 1973 e 1996, enquanto a incidência do câncer de células escamosas caiu 42 por cento. Ao contrário, o adenocarcinoma aumentou 30 por cento.

Conforme os pesquisadores, esse fato mostra que os métodos disponíveis para investigação podem ser "insuficientes para detectar um número significativo de lesões precursoras do adenocarcinoma cervical invasivo".

Os pesquisadores concluíram que são necessários métodos melhores que atinjam as glândulas cervicais.

"É necessário investigar técnicas adicionais para melhorar a sensibilidade e a especificidade do esfregaço (exame Papanicolaou)", disse Smith. "Por exemplo, citologia baseada no líquido (secreção vaginal), pode ser mais precisa que o tradicional esfregaço para detectar células endocervicais. O seu papel na investigação do adenocarcinoma de colo de útero precisa ser mais claramente definido", acrescentou.

Para Smith, "as mulheres deveriam saber que em quase todos os casos, o câncer de colo é uma doença que pode ser prevenida. Fazer exame Papanicolaou regularmente e submeter-se a testes subsequentes a um que tenha apresentado alguma anormalidade garantem virtualmente que nenhuma mulher precisa morrer desta doença".

Conforme a pesquisadora, mulheres de todas as idades deveriam fazer o exame preventivo de câncer anualmente. A equipe notou que no passado, pensava-se que o adenocarcinoma do colo do útero afetava mulheres mais velhas, mas os dados mostram que agora está crescendo entre jovens.

"Os fatores que podem aumentar o risco incluem imunossupressão, início da atividade sexual cedo, múltiplos parceiros e parceiros com risco de transmitir doenças sexuais", conforme nota divulgada pela Gynecologic Cancer Foundation.

Setembro é o mês de Alerta contra o Câncer Ginecológico nos EUA. Mais informações estão disponíveis no site Women's Cancer Network da Fundação no endereço http://www.WCN.org

Sinopse preparada por Reuters Health

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