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Oleosidade no rosto pode provocar triquíase, alertam especialistas

09 de março de 2010 (Bibliomed). Calor, alimentação inadequada e suor são fatores que potencializam a oleosidade da pele. Quando esse excesso beira os olhos e atinge as pálpebras, o risco de desenvolver triquíase é grande. "A triquíase é a alteração na direção dos cílios, que passam a entrar em contato com os olhos", explica a oftalmologista Patrícia Moitinho, do Hospital Oftalmológico de Brasília.

A triquíase é causada, muitas vezes, pelo aumento da camada oleosa sobre a pálpebra podendo levar à blefarite, a inflamação dessa região. A alteração incomoda significativamente e pode agredir de forma definitiva a córnea se não for tratada adequadamente. Um dos sintomas mais evidentes é a sensação de areia nos olhos, causada pelo atrito entre os cílios e a córnea. Segundo a especialista, a constância desse contato dos cílios com a córnea pode favorecer o aparecimento de vermelhidões oculares, conjuntivites, e ceratites (inflamações na córnea) que podem evoluir para um quadro de úlcera.

A especialista explica que pessoas com tendência a apresentar pele oleosa e seborreia (caspa) podem desenvolver o quadro de blefarite com mais frequência, causando a granulação nas pálpebras e a inversão dos cílios. Há também casos de pessoas que sofreram traumas ou cortes nessa região e passaram a ter os cílios invertidos. Além disso, os tumores palpebrais também podem favorecer ao surgimento da triquíase. O diagnóstico é feito por meio de um exame de rotina com um oftalmologista.

Muitas vezes, a triquíase é confundida com outra doença palpebral - o entrópio. "Esse caracteriza-se pela inversão da pálpebra e não somente dos cílios, mas pode causar os mesmos danos à córnea, já que também há o atrito entre os pelos da pálpebra e a superfície ocular", alerta a especialista. "Existe, ainda, o ectrópio, o oposto do entrópio, ou seja, no desalinhamento da pálpebra inferior, voltando-se para fora. Com isso, há um fechamento irregular das pálpebras e a distribuição das lágrimas não acontece de forma eficaz", acrescenta a médica.

Prevenção e tratamento

Segundo a especialista, o tratamento mais adequado para a triquíase é a epilação. "Trata-se da retirada dos cílios com cauterização do folículo piloso (raiz do pelo) para evitar que nasça novamente", explica. Patrícia Moitinho alerta ainda que, diante do incômodo gerado pelo atrito entre os cílios e a córnea, algumas pessoas passam a retirar os pelos com pinças, mas esse hábito seria arriscado, pois faz os pelos crescerem mais grossos e causarem danos ainda mais expressivos à córnea.

Porém, como sempre recomendam os especialistas, o melhor é sempre prevenir. Entre os cuidados que podem ajudar a evitar a oleosidade na região palpebral, amenizar os efeitos da blefarite e impedir a triquíase estão: manter as mãos limpas e unhas aparadas quando for fazer a limpeza da região ocular; evitar ingestão de alimentos gordurosos; fazer a limpeza frequente das pálpebras, e, em caso de inflamação, aplicar compressas mornas sobre as pálpebras fechadas por dois ou três minutos, pelo menos duas vezes ao dia; e, em caso de inflamação nas pálpebras, não usar maquiagem.

Fonte: ATF Comunicação/HOB. Press release. 04 de março de 2010.

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