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Açúcar no Sangue Pode Aumentar Produção de Radical Livre

Por Suzanne Rostler

NOVA YORK (Reuters Health) - O excesso de açúcar no sangue parece aumentar a produção de radicais livres, que são resultado do metabolismo normal e têm sido relacionados ao envelhecimento e doenças cardíacas, afirmam pesquisadores norte-americanos.

A descoberta pode ajudar a explicar o risco maior de doenças cardíacas e problemas circulatórios em diabéticos (que têm altos níveis de açúcar no sangue) e em obesos. Altos níveis de açúcar desencadeiam a produção de radicais livres pelas células brancas do sangue, provocando lesão e bloqueio arterial, destacam os pesquisadores.

Eles descobriram que uma bebida contendo 75 gramas de glicose (açúcar) pura aumentou a formação de radicais livres em voluntários saudáveis. Os resultados do estudo estão publicados na edição de agosto do Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism.

"Acreditamos que em pessoas obesas esse acúmulo provoca lesão e pode causar rigidez das artérias", disse Paresh Dandona, coordenador do estudo.

"Até agora, era um mistério como existe um aumento marcante de doenças cardíacas e enfarte em pessoas obesas", acrescentou Dandona.

Os pesquisadores, da Universidade Estadual de Nova York, em Buffalo, deram uma bebida contendo a mesma quantidade de açúcar (glicose) em duas latas de Coca-Cola a 14 pessoas saudáveis. Outras seis pessoas beberam uma solução aquosa com sacarina. Os pesquisadores colheram amostras de sangue antes da bebida e uma, duas e três horas depois.

Os resultados indicam que os radicais livres no sangue aumentaram significativamente uma hora após as pessoas tomarem a bebida de açúcar e mais do que dobrou após duas horas. Aqueles que beberam a solução aquosa-sacarina não apresentaram alterações.

A bebida de açúcar também foi associada a um aumento em uma parte de uma enzima que promove geração de radicais livres e um pequeno declínio (4 por cento) nos níveis de vitamina E, um antioxidante.

"A implicação é que, definitivamente, a lesão de radicais livres (levando a) lesões ateroscleróticas é mediada pela nutrição", explicou Dandona. "Há uma relação entre a quantidade de radicais livres e o que e quanto você come."

Dandona disse que as descobertas do estudo também podem explicar porque pessoas com diabete do tipo 2 estão sob risco maior de doenças cardíacas.

Na diabete do tipo 2 as células não conseguem responder à insulina, o hormônio que remove o excesso de açúcar do sangue. Esse excesso pode levar à fadiga e à dor de cabeça a curto prazo e a doenças cardíacas, insuficiência renal e cegueira a longo prazo.

Sinopse preparada por Reuters Health

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