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Fim da Patente do Claritin Pode Ameaçar Futuro de Laboratório

Por Ransdell Pierson

NOVA YORK (Reuters) - Às vésperas da chegada do prazo para a patente do Claritin expirar, o futuro do laboratório Schering-Plough parece incerto. Alguns analistas prevêem que, apesar do fim da patente de seu medicamento para alergia mais vendido, o oitavo maior laboratório dos Estados Unidos continuará a tendência de 14 anos de crescimento de lucros.

Outros são menos otimistas e afirmam que a empresa tem apresentado um desempenho fraco na produção de novas drogas para compensar as quedas potenciais nas vendas do Claritin, uma vez que a droga enfrenta a competição dos genéricos.

Normalmente, drogas de prescrição médica têm queda de mais de 80 por cento em suas vendas em um ano após suas patentes expirarem e versões genéricas mais baratas entrarem no mercado.

"O Claritin representa 30 por cento das vendas da Schering-Plough. Nenhum outro laboratório nos Estados Unidos é tão dependente de uma única droga, de modo que o vencimento da patente pode ser um problema", disse Mario Corso, uma analista farmacêutico do banco holandês ABN Amro.

O Claritin, uma anti-histamina não-sedativa cuja substância ativa é a loratadina, teve vendas de 767 milhões de dólares nos Estados Unidos no segundo trimestre, 29 por cento dos ganhos totais da empresa de 2,64 bilhões de dólares.

A Schering-Plough, no entanto, tem um plano para manter sua posição privilegiada no mercado de drogas para alergia quando os genéricos entrarem em cena. Seu trunfo é a desloratadina, um metabólito, ou derivativo, da loratadina que a empresa afirmou ser um "produto superior" ao Claritin e uma forma potencial de ganhar a confiança de milhões de pacientes com alergia antes mesmo da patente do Claritin expirar.

O laboratório já entrou com pedido de aprovação do metabólito na Food and Drug Administration (FDA), agência norte-americana reguladora de drogas e alimentos, e espera receber a resposta da agência em novembro.

Se o medicamento for aprovado, a Schering-Plough pretende lançar a desloratadina no início do ano que vem e deve realizar uma forte campanha para persuadir os pacientes a trocarem o Claritin pelo novo produto.

A desloratadina é guardada a sete chaves pelo laboratório. Até agora, a empresa divulgou poucas informações sobre a droga, com exceção de que em ensaios clínicos a pílula reduziu significativamente os sintomas da rinite nervosa, pareceu segura e pareceu atuar mais rápida do que o Claritin.

"Ela não parece oferecer qualquer vantagem significativa em relação ao Claritin. Por isso, acredito que a Schering-Plough enfrentará uma fase difícil anulando o Claritin e atraindo pacientes para a desloratadina", afirmou Mara Goldstein, analista farmacêutica de CIBC World Markets.

Corso também não acredita nas possíveis vantagens de eficácia e segurança da desloratadina sobre o Claritin. "A Schering-Plough liberou somente poucos dados, mas tudo muito vago. Com base no que sabemos, não parece que a desloratadina representará uma grande melhora", avaliou Corso.

Outra preocupação é que, mesmo sem os concorrentes genéricos, o crescimento de vendas do Claritin já começou a ser atingido pela competição com outras drogas para alergia como Allegra, da Aventis, e Zytec, da Pfizer.

Sinopse preparada por Reuters Health

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