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Ligadura tardia do cordão umbilical é benéfica para bebês

19 de abril de 2007 (Bibliomed). Uma das primeiras medidas adotadas pelo obstetra, após o nascimento do bebê, é a oclusão do cordão umbilical com uma pinça, a fim de impedir a perda de sangue. O cordão umbilical é composto por três vasos (duas artérias e uma veia), além de um tecido gelatinoso de preenchimento. Sua função durante a gravidez é conduzir os nutrientes e o oxigênio para o feto, bem como eliminar excretas, produzidos pelo metabolismo fetal.

Um retardo no clampeamento (ligadura) do cordão umbilical, permite uma maior passagem de sangue placentário para o recém-nascido, fato que mostrou ser benéfico para bebês saudáveis e nascidos a termo, segundo afirma um grupo de pesquisadores, que escreveu para a revista BMJ, em Março de 2007. Os autores revelam que ainda existe uma certa discussão, entre parteiras, obstetras e outros profissionais que lidam com recém-nascidos, quanto ao momento ideal para se ligar o cordão umbilical.

Uma avaliação de 15 pesquisas recentes sobre o clampeamento tardio do cordão umbilical de 2.000 bebês, demonstrou que esta medida foi eficaz na prevenção de anemia nos bebês nascidos na época esperada. Os estoques de ferro e de proteínas, relacionadas com a produção das células vermelhas do sangue, mostraram-se superiores nos bebês cujos cordões umbilicais foram clampados com certo retardo.

Assim, os autores concluem, que uma clampagem tardia do cordão, pode ser uma medida útil em casos selecionados, sobretudo dentre os recém-nascidos a termo e saudáveis. Não se deve esquecer, no entanto, os efeitos adversos relacionados com tal conduta, tal como a sobrecarga do coração, em decorrência do maior volume de sangue circulante.

Fonte: BMJ  2007; 334: 660 (31 March), doi:10.1136/bmj.39163.629086.80.

Copyright © 2007 Bibliomed, Inc.

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