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Educação sexual não reduz comportamento de risco dos jovens

30 de maio de 2006 (Bibliomed). Programas de educação sexual se tornam cada vez mais comuns nas escolas. Entretanto, estudo publicado na última edição da revista The New England Journal of Medicine investigou o efeito desses programas no comportamento sexual dos adolescentes. , e mostrou que este tipo de abordagem não altera o comportamento de risco dos jovens, em relação à infecção pelo HIV.

O estudo foi realizado em 40 escolas no estado de Morelos, no México, e foram analisados 10.954 estudantes de primeiro ano. As escolas foram distribuídas de modo aleatório dos três modos seguintes: um curso sobre a prevenção do HIV e que promovia o uso de preservativos (camisinhas), o mesmo curso associado a informações sobre contracepção de emergência, ou o curso habitual de educação sexual. Os alunos responderam posteriormente a questionários acerca de seus conhecimentos.

Os resultados demonstraram que este tipo de abordagem não altera o comportamento de risco dos jovens, em relação à infecção pelo HIV. Além disso, a informação quanto à contracepção de emergência (pílula do dia seguinte) não diminui o uso de preservativo ou aumenta o comportamento de risco, mas eleva a taxa de utilização desse tipo de abordagem de emergência.

Com esses resultados, os autores do trabalho destacaram que é necessária uma reformulação e uma reavaliação dos programas de educação sexual, para que eles se tornem mais eficientes e modifiquem de alguma forma o comportamento de risco destes jovens.

Fonte: New England Journal of Medicine, Volume 332, Number 7551, May 2006, Pages 1189-1194.

Copyright © 2006 Bibliomed, Inc.

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