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Vacina Experimental Poderá Ajudar Crianças com Asma

Por Karla Harby

NOVA YORK (Reuters Health) - Uma vacina experimental que bloqueia o IgE -- tipo de anticorpo responsável pela maioria das reações alérgicas -- parece ser segura e poderá ajudar crianças com asma branda a moderada. A informação foi apresentada na conferência promovida pela American College Allergy, Asthma and Immunology (Acaai) e o St. Luke's-Roosevelt Hospital Center.

A vacina, conhecida como rhuMAb-E25 ou omalizumab, é um anticorpo monoclonal - molécula fabricada em laboratório - que se liga ao IgE, anticorpo natural, encontrado no sangue.

Em um estudo de 334 crianças entre 6 e 12 anos de idade portadoras de formas de asma de moderada a grave, 55 por cento das que receberam o omalizumab conseguiram parar completamente o uso de esteróide, comparados a 39 por cento entre quem receberam placebo (substância sem efeitos).

"Algumas crianças não estão usando qualquer medicamento nem mesmo inalantes. Ou tivemos uma quantidade grande de remissão espontânea (da doença) ou o remédio realmente fez diferença", disse disse Bob Lanier, médico alergista de Fort Worth, no Texas e vice-presidente do Acaai.

A vacina está sendo desenvolvida pela Genentech Inc, São Francisco (Califórnia), pela Novartis Pharmaceuticals de East Hanover (Nova Jersey) e Tanox In. de Houston (Texas).

Lanier notou que o omalizumab pode ser menos eficaz em casos de asma severa que nas formas moderadas da doença. "As pessoas com asma grave têm maior dificuldade para tudo. Continuamos procurando formas de chegar às asmas realmente graves. Não é apenas uma continuidade, parece haver alguma coisa realmente diferente sobre o asmático grave", disse o pesquisador.

Lanier atribuiu a redução do uso do esteróide no grupo de placebo a administração de cuidados intensivos que os pacientes receberam durante o estudo, incluindo visitas clínicas semanais.

Conforme o pesquisador, parece não ter havido efeitos colaterais significativos no tratamento. Todos os participantes da pesquisa tiveram garantia que poderiam receber omalizumab depois que o estudo fosse concluído. A droga ainda não foi aprovada pela Food and Drug Administration (FDA) - agência norte-americana para o controle de drogas e alimentos.

"Quando for aprovada, será uma adição absolutamente fabulosa ao seu arsenal (de medicamentos)", disse Lanier aos alergistas na conferência.

Sinopse preparada por Reuters Health

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