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Greenpeace Bloqueia Indústria Processadora de Soja na Grécia

Por Dina Kyriakidou

PSACHNA, Grécia (Reuters) - Ativistas do Greenpeace se acorrentaram aos portões da maior indústria processadora de soja na ilha grega de Eubéia na terça-feira, para protestar contra a importação de sementes transgênicas.

Nove manifestantes bloquearam a entrada da companhia Soya Hellas na região central da ilha, impedindo a entrada e a saída dos caminhões. Eubéia é uma grande ilha ao norte de Atenas com um grande setor industrial.

"Estamos preparados para ficar tanto tempo quanto necessário para intensificar nossa ação e obter a garantia que a companhia vai assegurar alimentos livres de organismos geneticamente modificados", disse o diretor da campanha do Greenpeace na Grécia, Nikos Charalambides.

Um grupo de 17 ativistas gregos e estrangeiros escalou a cerca da indústria e subiu um silo de soja de 23 metros para pendurar um aviso gigante dizendo "Perigo Genético".

O grupo acusa a companhia, maior fornecedora de soja da Grécia, de forçar a aceitação de comida transgênica pelo público. Os ambientalistas se opõe a alimentos e sementes geneticamente modificados dizendo que apresentam riscos para a saúde pública.

Os funcionários da Soya Hellas informaram que a empresa está agindo conforme leis da Grécia e da União Européia que permitem algumas variedades de soja e milho transgênico mas exigem rotulagem clara para todos os produtos que incluírem material alterado geneticamente.

"A companhia não pode controlar unilateralmente o processo internacional ou o comércio", disse à Reuters o gerente da unidade industrial Yannis Pardavellas.

O Greenpeace informou que a maioria dos grãos da Soya Hella foram importados de empresas nos Estados Unidos e Argentina que declararam abertamente que suas sementes são transgênicas.

"Todo o ano, nosso país importa mais de 400 mil toneladas de soja. Cerca de 80 por cento é usada como alimentação animal, principal via de entrada dos transgênicos na cadeia alimentar, e acabam chegando ao nosso prato", disse Charalambides.

Ele informou que o Greenpeace tem feito repetidos esforços para forçar as empresas a responder às questões e exigir o abandono da importação de grãos mas não obteve resultados.

"Vamos embora apenas depois que a Soya Kellas se comprometer publicamente a assegurar produtos livres de organismos geneticamente modificados" disse o ativista do Greenpeace.

O grupo ambientalista também fez campanha contra outras sementes transgênicas na Grécia. A revelação que a semente de algodão tinha sido comprometida por variedades transgênicas levou o ministro da agricultura a anunciar em 7 de agosto a destruição de 9 mil acres da planta.

Sinopse preparada por Reuters Health

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