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África do Sul Investiga Denúncias de Demissões por HIV

Por Emelia Sithole

JOHANNESBURGO (Reuters) - A África do Sul anunciou na quinta-feira que vai investigar acusações do governo moçambicano que empresas mineradoras sul-africanas estariam cancelando contratos com trabalhadores de Moçambique infectados com HIV.

O Ministro do Trabalho sul-africano, Menbathisi Mdladlana, disse que pediu ao seu colega do Moçambique, Mario Sevene, mais informações, embora existam negativas por parte da Câmara Sul-Africana de Mineradoras.

"Se é verdade que empregadores no setor de mineração cortam contratos de trabalhadores por serem soropositivos sem dúvida é uma ação ilegal. É um assunto que estou preparado a discutir com o setor de mineração por ser uma questão de urgência", disse Mdladlana aos repórteres, após encontro com Sevene.

O ministro moçambicano disse ter um documento preparado por um médico do país, detalhando as acusações que algumas empresas mineradoras sul-africanas estavam realizando testes privados de HIV em mineradores moçambicanos e repatriando os infectados. A medida é contrária à lei trabalhista da África do Sul.

Estima-se que existam 60 mil imigrantes moçambicanos trabalhando nas minas da África do Sul, um dos setores mais atingidos pela epidemia da Aids.

A Câmara Sul-Africana de Mineradoras informou no início do ano que a indústria estava vendo um crescimento do número de mortes por Aids e que a produtividade estava sendo prejudicada, já que a doença se traduz em um número grande de faltas e uma grande demanda por cuidados médicos.

Conforme a Actuarial Society of South África, o HIV/AIDS poderá matar 10 por cento dos 300 mil mineradores por ano, colocando em risco a competitividade do setor, importante exportador da África do Sul.

Em Moçambique, as autoridades de saúde estimam que cerca de 700 pessoas são infectadas com o vírus HIV a cada dia e que o retorno dos mineradores doentes está aumentando as taxas de infecção.

Representantes da Câmara Sul-Africana de Mineradoras não estavam disponíveis para fazer comentários.

Sinopse preparada por Reuters Health

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