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Proteína retirada de soro do leite reforça defesa do organismo

18 de Outubro de 2002 (Bibliomed). A proteína obtida a partir do soro do leite bovino tem a propriedade de reforçar a defesa natural do organismo humano contra diversas doenças, como câncer e Aids. A aplicação para esse material, que normalmente é descartado pela indústria de laticínios e que ajuda a poluir os mananciais brasileiros, está sendo estudada por pesquisadores da Unicamp, do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital) e da Universidade Federal do Paraná (UFPR), com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Os pesquisadores estão trabalhando em dez estudos para comprovar a propriedade funcional da proteína – ou seja, provar que além de nutrir ela também ajuda a proteger o organismo de enfermidades. Os estudos já demonstraram que o produto é eficaz no controle e redução do colesterol, no combate aos tumores intestinais induzidos por carcinógenos específicos e na prevenção de lesões gástricas induzidas por diferentes agentes ulcerogênicos. Os pesquisadores também constataram que crianças portadoras do vírus HIV que ingeriram a proteína extraída do soro do leite bovino apresentaram menor incidência de infecções oportunistas e um quadro nutricional e imunológico superior.

Segundo Valdemiro Carlos Sgarbieri, pesquisador científico do Ital e professor do Departamento de Planejamento Alimentar e Nutrição (Depan) da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) da Unicamp, a proteína do soro do leite bovino vem sendo usada em larga escala em países desenvolvidos. No Brasil isso ainda não ocorre por falta de sofisticação dos laticínios, que promovem a coagulação do leite por intermédio de um tratamento térmico – técnica que, juntamente com a adição de sal no início do processo, praticamente elimina a propriedade funcional da proteína do soro.

O ideal seria promover a coagulação do leite sem aquecimento. Na pesquisa, o soro foi concentrado por meio de ultrafiltração e as moléculas de maior peso foram separadas das de menor peso por diafiltração. Obteve-se, com isso, o permeado (composto basicamente por lactose) e o retentado (85% de proteína e 15% de lactose, gordura e minerais). Depois de desidratado, o retentado gerou um pó que pode ser acrescentado a alimentos como iogurtes, sorvetes e bebidas.

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