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Pesquisa revela que a obesidade dobrou nos Estados Unidos desde os anos 60

20 de Junho de 2002 (Bibliomed). Um estudo divulgado esta semana pela Universidade da Carolina do Norte revelou dados alarmantes sobre a parcela da população norte-americana que está acima do peso. Segundo a pesquisa da universidade, os casos de obesidade dobraram nos Estados Unidos nos últimos 40 anos. Outra má notícia é que o problema acomete pessoas cada vez mais jovens. Os resultados do estudo afirmam que cerca de 25% da população é obesa aos 36 anos. O trabalho faz um alerta ao mostrar uma tendência ao crescimento dos casos de obesidade, ou seja, o ganho de peso tem ocorrido cada vez mais rapidamente. Em 1960, somente 13% dos adultos norte-americanos eram obesos e 44% estavam acima do peso recomendado. Em 1999, o mesmo levantamento mostrou que 27% dos norte-americanos eram obesos e que 61% apresentavam excesso de peso.

A pesquisa mostrou uma tendência maior à obesidade entre mulheres negras e homens de origem latino-americana. No entanto, as causas deste quadro não foram descobertas. Os homens negros também apresentam uma tendência maior ao excesso de peso, em comparação com os homens brancos, após os 28 anos. O estudo feito pelos pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte foi baseado no acompanhamento das fichas médicas de mais de 9 mil pessoas nascidas entre 1957 e 1964. Os resultados foram publicados na revista Annals of Internal Medicine.

A obesidade é uma ameaça à saúde, já que é um fator de risco para o desenvolvimento de inúmeras doenças. O peso excessivo favorece quatro das seis principais causas de mortalidade: as doenças cardiovasculares, alguns tipos de câncer, a ocorrência de derrames e de diabetes. O problema também favorece a hipertensão arterial, complicações na gravidez e casos de osteo-artropatia. Nos Estados Unidos, as estatísticas mostram que 300 mil pessoas morrem anualmente em decorrência direta da obesidade e que 1,7 milhão morre de doenças relacionadas ao excesso de peso. Um dos desafios, no entanto, é incentivar o combate ao problema em um país onde metade da população nunca pratica esporte.

O excesso de peso não é um problema restrito aos Estados Unidos. Em abril deste ano, a Organização Mundial de Saúde (OMS) adotou como tema para as comemorações do Dia Mundial de Saúde o “agita mundo”, um convite para que todas as pessoas pratiquem esportes durante, pelo menos, 30 minutos diários. O objetivo era alertar para a importância de evitar o sedentarismo e a obesidade. No Brasil, alguns levantamentos têm mostrado que a obesidade já não é mais um problema apenas de adultos, mas também de crianças. Com dietas inadequadas e vida sedentária, os pequenos brasileiros estão ficando acima do peso e desenvolvendo uma série de fatores de risco para doenças cardiovasculares. Um trabalho da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) avaliou, a partir de 1987, 7 mil crianças de escolas públicas e particulares do Rio de Janeiro, das quais 38% eram obesas e 35% apresentavam problemas com colesterol. Os especialistas alertam que, além da prática de esportes, é preciso mudar a dieta de toda a família.

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