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Pesquisas revelam mecanismos que levam ao medo e à ansiedade

08 de Maio de 2002 (Bibliomed). Um estudo publicado recentemente na revista científica Genome Research revelou que os cientistas estão desvendando os mecanismos que levam o ser humano ao medo e à ansiedade. Pesquisadores da Universidade Autônoma de Barcelona conseguiram identificar no cromossomo 5 os genes que desencadeiam as reações do pânico e da ansiedade. Os estudos estão sendo feitos em ratos e devem nortear as descobertas relacionadas ao seres humanos. Os cientistas acreditam que o que foi identificado nos ratos vai facilitar os estudos futuros com o homem.

Antes deste trabalho, não existiam dados concretos sobre a origem biológica e genética do medo. Com o estudo, os pesquisadores descobriram que as manifestações de pânico, comprovadamente, são influenciadas pela região conhecida como cromossomo 5. Os especialistas acreditam que esse fator identificado nos ratos seja o mesmo em todos os vertebrados, o que reforça a importância da descoberta.

Além do Departamento de Psiquiatria e Medicina Legal da Universidade Autônoma de Barcelona, diversas instituições participaram dos estudos, como o Instituto Psiquiátrico de Londres, o Centro de Genética Humana da Wellcome Trust Centre de Oxford, o Centro Politécnico de Zurique e os laboratórios de Neurociências do Centro de Pesquisas Britânico da Merck Sharp and Dhome. Um dos responsáveis pela pesquisa é o cientista Alberto Fernández-Teruel.

Os especialistas alertam, no entanto, que o medo e a ansiedade estão relacionados a fatores complexos, ainda não descobertos. Ou seja, a influência dos genes pode levar a manifestações variadas. A intenção dos cientistas envolvidos no trabalho é conseguir dados suficientes, que permitam o desenvolvimento de drogas cada vez mais precisas e eficazes, que combatam a origem da ansiedade, do medo e do pânico. Possivelmente, o comportamento de medo nos ratos pode estar relacionado à ação de um ou de vários genes.

Outra pesquisa feita por cientistas europeus deve desagradar os jovens que gostam de discotecas.

Especialistas da Liga Italiana contra a Epilepsia afirmaram, durante um congresso sobre o assunto, que as altas freqüências das luzes estroboscópicas podem levar a crises epiléticas. A crise pode ocorrer, no entanto, nas pessoas mais sensíveis geneticamente às luzes intermitentes. O problema – chamado de epilepsia fotossensível – é semelhante ao que pode ser ocasionado por videogames e pela TV. Dados da Liga Italiana contra a Epilepsia atestam que 10% dos jovens que desenvolveram o problema tiveram a crise desencadeada pelas luzes de discoteca. A rapidez no acender e apagar das luzes, segundo os médicos, funciona como um bombardeio para o cérebro.

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