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Suspensos transplantes de rins e fígado no Hospital de Base do DF

07 de Maio de 2002 (Bibliomed). Desde o último dia 24, o Hospital de Base do Distrito Federal está temporariamente proibido de realizar cirurgias para transplante de rins ou fígados. A medida foi tomada pelo Ministério da Saúde, alegando péssimas condições de funcionamento do setor.

“Várias famílias de doadores já reclamaram de ineficiência, descaso ou desperdício de órgãos no Hospital de Base”, afirma o promotor de Justiça de Defesa aos Usuários de Serviço Médico (Pró-Vida), Diaulas Ribeiro. Segundo ele, até que um novo centro cirúrgico seja inaugurado, os pacientes vão ser atendidos em hospitais privados que possuam infra-estrutura para realizar transplantes, como o Hospital Brasília, ou serão encaminhados para hospitais em outras cidades.

“Queremos garantir bom atendimento às pessoas no caso de aparecer um doador, mas o principal problema é realmente a falta deles”, opina o promotor. Em Brasília, morrem por dia cerca de 40 pessoas. Ribeiro afirma que metade delas são doadores em potencial. A maioria das famílias, porém, não permite a doação dos órgãos. “Há alguns meses, não é feito um único transplante por falta de doador”, conta. O medo e preconceito das famílias, porém, não são os únicos responsáveis pelas longas filas de espera por transplantes. A maioria dos órgãos, como rim, fígado e pâncreas, só podem ser reutilizados em caso de morte cerebral do doador. E, mesmo assim, conservam-se durante pouco tempo no gelo após a morte do indivíduo. No caso dos rins, a situação é ainda mais complicada. Além da alta procura, o transplante renal precisa ser refeito a cada dez anos dependendo da idade do doador e da saúde do receptor.

Outro problema é a incompatibilidade dos órgãos. Para detectar a compatibilidade entre doador e receptor são feitos quatro exames diferentes. Depois são escolhidas as primeiras cinco pessoas da fila compatíveis para analisar quem deverá receber o órgão. "Por isso, existem pessoas que esperam até dez anos para fazer o transplante", afirma o promotor.

Ribeiro explica que a doação de órgãos só pode ser feita com a autorização expressa da família do paciente. A lei que obrigava a incluir no documento de identidade a autorização para doação de órgãos foi revogada. “Por isso, aconselho a todos que avisem parentes e amigos caso sintam vontade de doar os órgãos, pois vão evitar aborrecimentos para a família e funcionários do hospital, além de salvar outras vidas.” Famílias que desejam autorizar a doação de órgãos de um parente com morte cerebral podem telefonar para o Pró-Vida: (61) 343-9609.

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