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Reduzir a ingestão de álcool faz bem à saúde

16 de Abril de 2002 (Bibliomed). Muitas questões em relação à ingestão de álcool têm sido levantadas ultimamente. A descoberta que a ingestão leve a moderada de álcool pode exercer efeito protetor para a saúde levantou muitas controvérsias a respeito. A principal delas talvez tenha sido “o que é ingestão leve a moderada?” Esta questão tem sido difícil de responder, e o grande medo dos profissionais de saúde é que estes resultados da pesquisa dizendo que o álcool, na quantidade certa, pode fazer bem à saúde, estimulem o consumo desta substância, aumentando os riscos a que estão expostas as pessoas devido ao consumo exagerado do álcool.

Sabe-se que o consumo exagerado de álcool traz inúmeros malefícios à saúde física, mental e social dos indivíduos. Seus efeitos podem ser observados no fígado, pâncreas, cérebro, coração, e ainda nas relações familiares, de trabalho e sociais. Consumido em exagero, o álcool pode literalmente destruir a vida de uma pessoa.

Um estudo recente feito no Japão avaliou se a redução na ingestão de álcool poderia minimizar os efeitos maléficos trazidos pelo consumo. Foram estudados 33 homens japoneses que relataram ingestão de álcool todas as noites, em quantidades equivalentes a quatro cervejas ou três porções de sake, bebida fermentada feita de arroz muito consumida no Japão. Esta ingestão é considerada pesada, ou exagerada, em termos de saúde.

Os homens foram divididos aleatoriamente em dois grupos, sendo que um dos grupos foi orientado a reduzir seu consumo habitual e o outro foi orientado a permanecer com seus hábitos normais. O estudo foi conduzido por três semanas.

O grupo reduzido foi orientado a ingerir no máximo 19 mililitros de etanol por dia, o que equivale a uma cerveja ou menos que um copo de sake.

Durante o período de restrição de álcool, os participantes apresentaram uma redução na pressão arterial diária de cerca de quatro pontos. A redução foi observada no valor da pressão arterial sistólica, ou máxima, que é o primeiro número na leitura da pressão. Este número representa a força com a qual o sangue força os vasos sangüíneos durante um batimento cardíaco. A pressão arterial diastólica, ou mínima, não foi alterada pela redução na ingestão de álcool.

Além disto, durante a restrição do álcool, a freqüência cardíaca – o número de vezes que o coração bate por minuto – diminuiu em quatro unidades durante o dia e sete unidades durante a noite.

Este estudo mostra que pessoas que têm por hábito ingerir mais que 30ml de álcool por dia (cerca de um ou dois drinques) podem se beneficiar da redução da ingestão, em termos de saúde do coração e vasos sangüíneos.

A quantidade de etanol (álcool) presente em cada tipo de bebida varia amplamente, e é recomendável que as pessoas se informem sobre a concentração de álcool presente nas bebidas que consome com mais freqüência. Os pesquisadores deste estudo recomendam claramente uma ingestão de menos de 30ml de álcool por dia como forma de prevenção de doenças relacionadas ao álcool. É importante lembrar que esta orientação é válida para indivíduos saudáveis, e que a presença de outros problemas de saúde (doença pancreática, hepática, coronariana, ou outras) seguramente altera estes parâmetros.

Pessoas que apresentam algum problema de saúde devem sempre consultar seu médico e discutir com ele os prós e contras da ingestão de álcool em seu caso particular, e as orientações devem ser sempre seguidas. Devemos sempre nos lembrar que estes estudos são feitos com base em amostras de pessoas, e que nem sempre seus resultados podem ser aplicados na íntegra a um indivíduo em especial, dadas às particularidades físicas e psicológicas de cada pessoa.

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