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Governo federal cria mais um centro para tratamento oncológico

Belo Horizonte, 18 de Fevereiro de 2002 (Bibliomed). Até setembro deste ano, estarão concluídas as obras do segundo Centro de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon) brasileiro. Em solenidade realizada em Maceió, no estado de Alagoas, foi assinado um protocolo de cooperação para implantação da unidade no estado. O Cacon será instalado no Hospital Universitário Professor Alberto Antunes e terá capacidade inicial para atender cerca de 715 mil pessoas. O ministro da Saúde, José Serra, participou da solenidade, além de representantes do hospital, do Instituto Nacional do Câncer (Inca), da Secretaria Estadual de Saúde de Alagoas e da Secretaria Municipal de Saúde de Maceió.

O Cacon vai receber verbas do Projeto de Expansão da Assistência Oncológica (Expande), coordenado pelo Inca. Ao todo, o Ministério da Saúde vai investir R$ 2,4 milhões para a implantação do Centro. Em 2001, o hospital Alberto Antunes recebeu R$ 4 milhões do Ministério da Saúde, dinheiro usado no pagamento de internações hospitalares, consultas ambulatoriais, incentivo à pesquisa e assistência indígena.

Estatísticas apontam que anualmente são identificados cerca de mil novos casos de câncer entre a população alagoana. A inauguração do Centro deve garantir a cobertura assistencial aos pacientes com câncer, tornando acessível o tratamento em unidades de alta complexidade. O projeto do Cacon de Maceió prevê a existência de um ambulatório clínico e um ambulatório cirúrgico de referência para o Sistema Único de Saúde (SUS). Na unidade estarão disponíveis os serviços de diagnóstico, reabilitação, hemoterapia, radioterapia, oncologia clínica e cirúrgica e farmácia. Os pacientes também receberão suporte psicológico, orientações nutricionais e atendimento do serviço social.

O primeiro Cacon foi inaugurado no fim do ano passado pelo ministro José Serra. A unidade foi instalada no Hospital São João de Deus/Fundação Geraldo Correia, que fica no município de Divinópolis, em Minas Gerais. A unidade também foi construída com recursos originários do projeto Expande. Cerca de R$ 2,2 milhões foram repassados pelo Ministério da Saúde para a execução da obra. Até 2004, o Ministério da Saúde planeja construir 20 centros especializados na assistência oncológica. Cerca de R$ 44 milhões serão repassados para as obras, dentro do projeto Expande, criado em junho do ano passado. A previsão do governo federal é que 14 milhões de pessoas sejam beneficiadas com a construção dos centros.

As unidades serão instaladas em hospitais gerais públicos ou filantrópicos que sejam credenciados ao SUS. Todos os centros terão condições de fazer o diagnóstico e o tratamento dos problemas oncológicos de ocorrência mais freqüente no País. Câncer de pele, de mama, de colo do útero, de pulmão, de estômago, de intestino e de próstata, além dos tumores comuns entre a população de faixas etárias mais jovens, estão na lista das doenças que serão atacadas.

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