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Consumir maconha favorece o aparecimento do câncer

Belo Horizonte, 29 de Novembro de 2001 (Bibliomed). Um estudo realizado pelo Instituto Nacional de Saúde e de Investigação Médica (Inserm) da França realizou um estudo sobre as conseqüências do uso da maconha para a saúde. O trabalho foi publicado na semana passada pelo Ministério da Saúde daquele país e concluiu que a erva pode facilitar o desenvolvimento do câncer dos brônquios, da boca, do esôfago e da laringe.

O estudo do Inserm sintetizou os resultados de outras 1.200 pesquisas científicas sobre o assunto, realizadas por diversas especialidades, como a toxicologia, neurofarmacologia e a psicanálise.

Segundo os estudiosos, o aumento do risco de câncer pode ser explicado pela forma de consumo da Cannabis sativa, geralmente associada ao tabaco. Os especialistas explicam que, enquanto um cigarro de tabaco possui 12 miligramas de alcatrão, um cigarro de maconha contém 50 miligramas. Outro detalhe apontado é que no alcatrão presente no cigarro feito à base da erva, a concentração de produtos cancerígenos é muito maior.

Para os autores das pesquisas, o canabinóide mais comum na maconha - o delta9-tetrahidrocannabinol (D9-THC) - possui efeitos broncodilatadores. Essa característica, poderia beneficiar a retenção do alcatrão em algumas partes do corpo. Em experiências feitas anteriormente, os cientistas descobriram que as células pulmonares de animais ou seres humanos passavam de normais a malignas depois de expostas ao cânhamo indiano, como também é chamada a maconha.

Uma das dificuldades do trabalho é mostrar a relação direta entre o uso da maconha e o aparecimento da doença, já que a substância tem seu consumo proibido na maior parte dos países. Estudos recentes mostram que o consumo da maconha é cada vez maior entre os jovens de 15 a 19 anos, principalmente dos que decidem experimentar a erva mesmo que uma única vez.

Enquanto os estudiosos verificam os efeitos da erva, a maconha já teve o seu consumo liberado para fins terapêuticos em alguns países. Em Vancouver, no Canadá, o governo autorizou a criação de um local público para as pessoas que têm a permissão para consumir a Cannabis sativa com objetivo medicinal.

O Marijuana Teahouse foi inaugurado no fim de outubro e tem salões diferentes para os usuários que consomem a substância. A casa de chá, que também tem ambientes dirigidos a não usuários, pretende servir futuramente charutos, comida e chá que têm como ingrediente a maconha.

Os usuários oficiais da Cannabis, no Canadá, são pacientes que têm doenças terminais, com tempo de vista previsto de, no máximo, um ano; e pessoas com doenças crônicas graves, como Aids e câncer. Cada um possui um carnê. Mesmo assim, a droga ainda é adquirida pelos pacientes de forma ilegal. Apenas no ano que vem, o governo deve fornecer a erva.

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