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Mãe pede ajuda para separar gêmeas ligadas pelo abdômen

Belo Horizonte, 11 de Outubro de 2001 (Bibliomed). A cearense Josilene Maria da Silva Pereira, mãe de crianças onfalópagas – que nasceram unidas pelo abdômen – está pedindo ajuda para custear a operação que vai separar as filhas. As gêmeas Ruth e Rutchiele, com dois meses de vida, estão internadas, desde o nascimento, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), do Hospital Geral de Fortaleza.

As duas possuem aparelhos urinário, reprodutor e digestivo comuns e são ligadas pelo abdômen. Ruth e Rutchiele nasceram com uma infecção, já controlada. Segundo os médicos, o estado de saúde das gêmeas é estável. Elas nasceram com 2,47 quilos e já engordaram 1,34 quilos, cada uma.

Quando tiverem alta, as duas crianças devem ir para casa ainda unidas. Segundo a médica responsável pelo setor de Neonatologia do Hospital de Fortaleza, Tereza Lúcia Maia de Oliveira, ainda não há condições para fazer a cirurgia de separação. Ela explica que a situação deve ser reestudada daqui a quatro ou cinco anos. Se fosse realizada agora, a operação colocaria em risco a vida das meninas.

Quando soube que as filhas não seriam operadas antes de irem para casa, Josilene, que está desempregada, entrou em depressão. De acordo com a médica, a cirurgia é muito "complexa e delicada" e não pode ser feita no Ceará. Além disso, é preciso ordem judicial para autorizar o procedimento cirúrgico.

Como a família de Ruth e Rutchiele é humilde, a especialista sugere que os pais peçam ajuda financeira ao governo ou a entidades assistenciais. A intenção é fazer a operação no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP).

Quem quiser ajudar deve entrar em contato com o Hospital Geral de Fortaleza, à rua Professor Otávio Lobo, nº 100, Papicu, Fortaleza/Ceará. Telefones: (85) 262-3126 ou (85) 265-3244.

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