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Cerca de 30% da população têm o mesmo problema de Itamar

Belo Horizonte, 02 de Agosto de 2001 (Bibliomed). Depois de cinco crises em menos de 30 dias, o governador mineiro Itamar Franco decidiu fazer uma avaliação médica e se submeter à uma cirurgia para a retirada da vesícula. Na última segunda-feira, o médico Raul Cutait, do hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, retirou o órgão e os cálculos que causavam a dor abdominal no governador.

A formação de pedras na vesícula é mais comum do que se imagina. Estatísticas apontam que cerca de 30% das pessoas em idade adulta têm o problema. A retirada da vesícula é o segundo tipo de cirurgia mais freqüente, ficando atrás apenas das operações de hérnia.

Normalmente, as mulheres são mais atingidas pela formação dos cálculos. O principal sintoma da doença é a dor aguda. No entanto, alguns pacientes podem apresentar um quadro assintomático, só descobrindo a existência dos cálculos biliares por meio de exames casuais.

A vesícula é o órgão responsável pelo armazenamento da bile – substância que auxilia na absorção das gorduras durante o processo digestivo. As pedras se formam quando há alterações no acúmulo e na excreção de sais biliares com colesterol nesse local de armazenamento.

Além da dor, o paciente pode perceber alterações na digestão, sobretudo após a ingestão de alimentos gordurosos. De tamanhos e números variados, os cálculos biliares podem migrar dentro do organismo, obstruindo canais e provocando quadros graves. Segundo especialistas, 5% dos casos de pedra na vesícula apresentam complicações e podem levar à morte.

O diagnóstico do problema é feito a partir de uma consulta clínica, da conversa com o médico e da realização de um ultra-som abdominal. O exame revela o número e o tamanho aproximados dos cálculos biliares.

A dor aguda é combatida com o uso de analgésicos. No entanto, o tratamento das pedras na vesícula sempre exige intervenção cirúrgica. O procedimento tem índices baixos de mortalidade e de complicação.

A cirurgia videolaparoscópica, a mesma adotada no caso de Itamar Franco, permite a retirada da vesícula por meio de pequenas incisões. Se há impedimentos técnicos, os cirurgiões optam pela cirurgia convencional, que retira a vesícula por uma incisão maior.

A existência das pedras costuma ser um indicativo de que a vesícula não funciona como deveria. A retirada do órgão não traz prejuízos para o organismo e impede a formação de novas pedras. Após a cirurgia, que exige anestesia geral e dura até duas horas, o paciente volta a ter uma vida normal.

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