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BRASIL: Instituto Adolpho Lutz Investiga Transmissão de Hantavírus no Sul

São Paulo, 15 de março de 2001 (eHealthLA). A Secretaria Estadual de Saúde de Santa Catarina prevê capturar 300 ratos silvestres na região Oeste do estado. Há suspeita de que os animais estejam transmitindo a hantavirose, uma doença que pode levar à morte.

A Secretaria da Saúde montou, em parceria com o Instituto Adolpho Lutz, de São Paulo, um laboratório móvel no município de Seara, com objetivo de classificar os animais e identificar as espécies de ratos que estão contaminados na região.

Em caso de contaminação, as análises serão enviadas aos Estados Unidos. Serão realizados testes comparativos, para identificar se o vírus transmissor da doença no oeste catarinense é o mesmo encontrado em outros locais do país.

A Doença

A hantavirose é uma doença aguda que se manifesta sob a forma de Febre Hemorrágica com Síndrome Renal (FHSR), e Síndrome Pulmonar (SPH). Mas até o momento na América só foi descrita a forma pulmonar.

A transmissão ocorre principalmente pela inalação de aerossóis formados a partir de secreções dos ratos, ou por ingestão de alimentos e águas contaminadas. Há ainda a possibilidade de transmissão pessoa a pessoa.

Os primeiros registros de hantavirose no Brasil são de 1993 em Juquitiba no Estado de São Paulo. As principais manifestações da doença são febre, mialgias, dor abdominal, vômitos e cefaléia, seguidas de tosse seca, dispnéia, taquipnéia, taquicardia, hipotensão, hipoxemia arterial, acidose metabólita e edema pulmonar não cardiogênico. O paciente evolui para insuficiência respiratória aguda e choque circulatório.

Principais medidas preventivas:

· Evitar o contato humano com ratos e seus excrementos (fezes e urina).

· Evitar a exposição de alimentos que possam atrair roedores, armazenando insumos e produtos agrícolas longe das residências, em galpões elevados (30 a 35 cm do solo).

· Manter os produtos armazenados em residências, em recipientes fechados, sem fendas que permitam o acesso dos ratos ao interior da residência.

· Garantir a coleta e o destino adequados do lixo.

· Não se recomendam ações de extermínio/caça aos roedores, pois isso pode causar um desequilíbrio desta população, levando a movimentações e mudanças de hábitos que aumentam o risco de exposição humana aos excrementos.

Segundo informou a Secretaria Estadual de Saúde de Santa Catarina, pacientes que forem a óbito com insuficiência respiratória aguda com choque circulatório, sem etiologia definida, devem ser investigados.

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