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Cepa de HIV da África Não é de Mais Fácil Transmissão

Por Alan Mozes

NOVA YORK (Reuters Health)
- Diante da devastação que a Aids está causando na África subsaariana, muitos cientistas levantaram a hipótese de a cepa do HIV mais prevalente na região ser mais facilmente transmitida que as encontradas em outros lugares. Entretanto, pesquisadores verificaram que a probabilidade de transmissão do HIV em um único ato sexual não é mais alta na África que em outras regiões.

"As probabilidades de transmissão por ato sexual em Uganda não são diferentes das verificadas na Europa, Tailândia e Estados Unidos entre casais heterossexuais. Isto nos mostra que a devastadora epidemia africana não é consequência de um vírus mais agressivo", segundo Ronald H. Gray.

Gray, professor da Escola de Saúde Pública da Johns Hopkins University, em Baltimore (Maryland), apresentou o trabalho de sua equipe, na quinta-feira em Chicago, durante a 8a Conferência sobre Retroviroses e Infecções Oportunistas.

Os pesquisadores avaliaram 174 casais monogâmicos em Uganda em que um parceiro estava infectado pelo HIV e o outro não.

Os casais fizeram sexo em média menos de nove vezes por mês, número que caiu significativamente entre casais mais velhos e entre os que o parceiro infectado tinha uma carga viral maior. Do total, 38 pessoas foram infectadas pelo HIV durante o período de estudo.

Os pesquisadores verificaram que a chance de uma mulher infectada pelo HIV transmitir o vírus ao parceiro foi cerca de 1 em 455, enquanto as probabilidades de um homem infectado transmitir o vírus a uma mulher não infectada foi de 1 em 769. A diferença na facilidade de transmissão entre as duas vias não foi estatisticamente significativa.

Em entrevista à Reuters Health, Gray enfatizou a dificuldade em obter outras informações da África para chegar a conclusões sobre as formas da infecção em diferentes regiões.

"Em consequência da natureza da epidemia, a maioria dos parceiros infectados no oeste é homem e muito poucas mulheres. Se há muito poucas mulheres HIV positivas tendo relações com homens HIV negativos, há uma possibilidade muito limitada de determinar as taxas de transmissão de mulheres para homens", observou o pesquisador.

"Embora o padrão sugira que o HIV é transmitido mais rapidamente de homens para mulheres, no Oeste a evidência não é forte", disse Gray. "Se nas populações africanas há um número substancial de casais onde a mulher está infectada pelo HIV, certamente não verificamos uma probabilidade de transmissão maior de homens para mulheres que de mulheres para homens", explicou o especialista.

Sinopse preparada por Reuters Health

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