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ONU Está Otimista com Controle Global de Uso de Drogas

Por Sanjay Kumar

NOVA DÉLHI (Reuters Health)
- O fluxo de drogas ilícitas em todo o mundo pode ser estancado, informou um documento divulgado na terça-feira pelo Departamento de Controle de Drogas e Prevenção do Crime das Nações Unidas, na Ásia.

Cerca de 180 milhões de pessoas -- 4,2 por cento da população com mais de 15 anos de idade -- usavam drogas no fim da década de 90, segundo o Relatório Mundial sobre Drogas 2000.

Havia 144 milhões de usuários de maconha; 29 milhões de pessoas consumiam estimulantes tipo anfetamina; 14 milhões usavam cocaína e 13,5 milhões, opiáceos, incluindo 9 milhões de dependentes de heroína. Os números não somam 180 milhões porque as pessoas geralmente usam mais de uma droga.

Apesar desses números, alguns sucessos durante a última década -- principalmente em termos de frear a produção de heroína e cocaína -- são motivo de otimismo. As duas drogas são responsáveis pela maioria das hospitalizações relacionadas a narcóticos, violência por overdose e envolvimento do crime organizado.

A produção mundial de folha de coca e a fabricação de cocaína caíram quase 20 por cento entre 1992 e 1999, a produção ilícita de ópio passou de 5.800 toneladas para menos de 4.800 toneladas de 1999 para 2000.

O Paquistão, um dos principais produtores mundiais de heroína, se tornou virtualmente livre da substância. O Peru reduziu a produção de folha de coca em 50 por cento, deixando de ser o maior produtor mundial. A Bolívia reduziu a área de cultivo em 78 por cento em três anos, informou o relatório.

Nos Estados Unidos, o uso de cocaína caiu quase 70 por cento entre 1985 e 1999 e o consumo total de drogas caiu 40 por cento no mesmo período. Os números foram diretamente relacionados ao aumento do investimento em pesquisa, prevenção e tratamento de 900 milhões para 5,6 bilhões de dólares entre 1985 e 1999, informou o documento.

"Há evidências crescentes de que a prevenção e o tratamento têm um importante papel na redução da demanda por droga", avaliou o relatório.

"Embora os objetivos firmados pelos membros da Assembléia Geral da ONU em 1998, de reduzir pela metade o uso de droga e diminuir significativamente a produção ilícita até 2008, possam ter parecido muito ambiciosos, a experiência dos últimos dois anos dá indicações de que são possíveis", disse Renate Ehmer, representante regional do Programa Internacional sobre Drogas da ONU, em Nova Délhi, à Reuters Health.

O tráfico de drogas é um fenômeno global que atinge 170 países e apresenta preferências regionais: cocaína e maconha na América, opiáceos na Ásia e Europa, haxixe na Europa e estimulantes tipo anfetamina na Ásia e Europa. O maior crescimento do tráfico na década de 90 foi de estimulantes tipo anfetamina.

Com a redução da base de produção, a produção ilícita de ópio agora está concentrada em apenas dois países: Afeganistão e Mianmar.

"Juntos, contribuíram com quase 90 por cento da produção ilícita mundial de ópio nos últimos anos e quase 95 por cento em 1999", informou o relatório. Em 1999, mais de 75 por cento da produção global de ópio ocorreu no Afeganistão e a Colômbia foi responsável por dois terços da produção mundial de folha de coca e 80 por cento da produção de cocaína, informou o documento.

Sinopse preparada por Reuters Health

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