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Médico que Retirava Órgãos Deve Deixar Hospital Holandês

01 de Fevereiro de 2001 (Bibliomed). O médico holandês que está no centro de um escândalo de apropriação de órgãos, no Reino Unido, deve deixar seu posto no hospital de Haia onde trabalha, informou na quarta-feira uma porta-voz do hospital.

"Esperamos dispensar Van Velzen no curto prazo", disse Jan Willem Bloemen, do Hospital Medisch Centrum Haaglanden (MCH). "Estamos buscando uma solução."

O governo britânico disse na terça-feira que Van Velzen retirou órgãos de centenas de cadáveres de crianças no período em que trabalhava no Hospital Alder Hey em Liverpool, entre 1988 e 1995, e roubou e falsificou boletins médicos para encobrir seus atos.

Van Velzen foi impedido de trabalhar na Grã-Bretanha.

"O relatório britânico torna a situação aqui dele inviável", afirmou Bloemen. "Embora ele possa também estar servindo de bode expiatório, parece mais sábio acabar com a cooperação." Ligações telefônicas para a residência de Van Velzen, nos arredores de Haia, não foram atendidas e Bloemen disse não saber onde ele está.

Van Velzen parou de atender no hospital holandês há alguns meses quando o governo canadense emitiu um ordem de prisão após achar restos de órgãos infantis em um depósito de Nova Scotia. Apesar disso, ele continuou constando como funcionário do hospital.

O escritório dos promotores públicos responsáveis pelo caso em Haia informou que não tinha conhecimento de nenhuma acusação contra o médico na Holanda, onde ele é patologista registrado.

"Nunca o ouvi dizer nada controverso", disse Paul van der Valk, secretário da Associação Holandesa de Patologistas, e ex-aluno de Van Velzen. Segundo Van der Valk, a associação não considera, no momento, a possibilidade de expulsar Van Velzen.

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