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Denunciado Médico que Retirava Órgãos de Crianças Britânicas

31 de Janeiro de 2001 (Bibliomed). Um médico que retirou órgãos de centenas de crianças mortas, deixando seus corpos como "conchas", será proibido de exercer a profissão na Grã-Bretanha, afirmou o governo na terça-feira.

Dick van Velzen, um patologista holandês do Hospital Alder Hey, em Liverpool, ao norte da Inglaterra, mentiu aos pais e roubou ou falsificou registros médicos para acobertar suas atividades, disse o Secretário de Saúde, Alan Milburn, ao parlamento.

"Ele (van Velzen) ordenou sistematicamente a retirada não ética e ilegal de cada órgão de cada criança na pós-morte", disse Milburn.

"É difícil imaginar o trauma e a dor que os pais de Alder Hey enfrentaram quando, muitos anos depois, descobriram que os corpos de seus filhos não foram enterrados intactos como acreditavam, mas tiveram todos seus órgãos internos retirados, deixando o corpo como uma concha", afirmou Milburn.

O secretário não deu motivos para a retirada de órgãos, mas nos últimos dias a mídia britânica detalhou uma série de casos em que hospitais venderam órgãos para empresas de pesquisas que, por sua vez, doaram dinheiro para melhorias nas instalações médicas.

De acordo com a investigação sobre a remoção de órgãos no hospital, além de retirar os corações de mais de 2.000 crianças, os patologistas do Alder Hey removeram e conservaram "diversas cabeças e corpos de crianças", "muitas partes cerebrais, olhos removidos de fetos" e mais de 15.000 bebês mortos ao nascimento ou fetos, segundo Milburn.

O secretário prometeu mudar a lei para garantir que nenhum órgão possa ser removido dos pacientes sem o consentimento informado e para tornar uma ofensa criminal a desobediência ao consentimento.

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