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Cientistas Anunciam Planos Para Clonar Seres Humanos

31 de Janeiro de 2001 (Bibliomed). Um grupo internacional de especialistas em reprodução pretende lançar um esforço para clonar seres humanos para permitir que casais inférteis possam ter filhos, afirmou um cientista norte-americano na semana passada.

Um embrião capaz de viver, provavelmente criado usando células-tronco ou outras células colhidas de um adulto, pode estar disponível para implantação no útero feminino dentro de 18 meses, disse Panayiotis Zavos, do Instituto de Andrologia da América e do Centro de Medicina Reprodutiva e Fertilização In Vitro de Kentucky, em Lexington, Kentucky.

Zavos organizou uma conferência na quinta-feira em Lexington, em que ele e o médico italiano Severino Antinori anunciaram os planos de união científica para clonar humanos.

"Esse será o primeiro esforço sério", disse Zavos. "Sei que vários grupos individuais estão agindo por conta própria, mas eles não têm o apoio", acrescentou Zavos.

Cientistas já clonaram ovelhas, começando com Dolly na Escócia em 1997, assim como camundongos e vacas, mas qualquer menção de que seres humanos serão os próximos a serem clonados vem sendo recebida com repreensão por parte da comunidade científica e de círculos políticos e religiosos.

Zavos informou que o consórcio vai atuar em um país do Mediterrâneo não-identificado e que dez casais inférteis se ofereceram como voluntários.

Em março, o grupo vai organizar uma conferência em Roma para a qual um cardeal do Vaticano foi convidado. A Igreja Católica Romana é contra a clonagem humana.

Os cientistas pretendem usar células regulares ou células-tronco não-diferenciadas do marido e inseri-las no óvulo de uma mulher desprovido de seu material genético.

A célula será estimulada a se dividir e formar um embrião com todas as células especializadas que correspondam à cópia do homem e implantá-lo no útero da esposa.

As esposas também poderão ser clonadas, dependendo da escolha do casal, de acordo com Zavos.

"Temos uma grande quantidade de conhecimento. Podemos classificar embriões, podemos realizar testes genéticos, podemos fazer controle de qualidade", disse Zavos.

"Essa não é a coisa mais fácil. A estabilidade da informação genética é o que é importante. Estamos clonando um ser humano agora, não estamos tentando criar uma Dolly. Você não quer criar um monstro", afirmou Zavos.

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