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BRASIL: Doença Rara e Pouco Conhecida Ataca 5% da População Mundial

São Paulo, 22 de Janeiro (eHealthLA). Sintomas como dores generalizadas pelo corpo, fadiga crônica, sono não-restaurador, formigamento nas mãos e nos pés, enxaqueca e problemas intestinais, podem apontar para uma doença rara e pouco conhecida, a fibromialgia. A síndrome, que atinge 5% da população mundial, ainda é pouco familiar até mesmo para os médicos. Estima-se que, nos Estados Unidos, apenas 20% dos médicos conheçam esse mal. No ambulatório do Hospital das Clínicas de São Paulo, os pacientes fibromiálgicos chegam, em média, com um histórico de 12 anos de procura desesperada de um diagnóstico.

Reconhecida como doença apenas em 1990, ela ataca principalmente sedentários e mulheres acima de 40 anos (há apenas 1 homem para cada 9 portadoras da síndrome nessa faixa etária). Não existe exame que comprove a doença, o diagnóstico tem de ser feito a partir dos sintomas e de um exame clínico que mede a sensibilidade à dor em 18 pontos espalhados pelo corpo.

Causa

Ainda não se sabe a causa dessa síndrome. O que os cientistas conseguiram descobrir é que os fibromiálgicos têm menos serotonina (neurotransmissor que regula a sensação de dor) e que apresentam um distúrbio que encurta a fase de sono profundo e impede que o corpo descanse, provocando fadiga e hipersensibilidade. Falta descobrir por que isso ocorre. "Normalmente, o organismo libera substâncias que interrompem a sensação dolorosa. No fibromiálgico, esse sistema está debilitado", explica a fisiatra Lin Tchia Yeng, de São Paulo.

Segundo a especialista, embora não se saiba a causa da doença, há casos em que os sintomas retrocedem quase totalmente. “A prática de alongamento e de exercícios físicos de baixa intensidade, aliada ao uso de analgésicos e de antidepressivos tricíclicos, tem sido a forma de tratamento mais bem-sucedida”, explica.

Acupuntura, hidroterapia e outras técnicas que combatem ansiedade e depressão também são usadas. Já foi comprovado que mulheres na fase da menopausa, pessoas submetidas a estresse físico ou emocional e sedentários estão mais sujeitos a desenvolver a doença. Vícios de postura e até acidentes de carro também foram relacionados à doença.

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