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Gene da "Obesidade" Poderia Auxiliar Sistema Imunológico

27 de Dezembro de 2000 (Bibliomed). Um gene associado à obesidade pode ter um papel importante na imunidade e na proteção contra substâncias químicas do próprio corpo, informaram pesquisadores. Denis Arsenijevic da Universidade Laval, em Quebec (Canadá) e uma equipe internacional de pesquisadores estudaram ratos que não tinham o gene Ucp2 para entender como funciona.

De forma surpreendente, os ratos criados sem o gene Ucp2 não eram obesos. Para os autores, não houve diferenças detectáveis no metabolismo de ratos normais e ratos com deficiência de Ucp2.

Como o gene tem sido identificado em várias partes do sistema imunológico, os pesquisadores decidiram verificar se os ratos sem o Ucp2 responderiam de maneira diferente dos normais a infecções crônicas, no caso à toxoplasmose, uma doença parasitária.

Os ratos sem o Ucp2 e infectados pela toxoplasmose sobreviveram durante todo o período de 80 dias do experimento, enquanto os ratos normais morreram em consequência da infecção em um período entre 28 e 51 dias, observam os pesquisadores. Os ratos com deficiência do Ucp2 mostraram sinais de recuperação da infecção mais consistentes, como níveis mais altos das chamadas espécies reativas ao oxigênio (ROS, sigla para reactive oxygen species).

Conforme estudo publicado na edição de dezembro da revista Nature Genetics, o Ucp2 limita de alguma forma a produção dessas ROS e provavelmente age como uma defesa contra os danos provocados pelo excesso dessas substâncias no organismo.

"O aspecto mais importante do nosso trabalho é ter revelado uma nova relação entre esta proteína e a imunidade", disse à Reuters Health, Sheila Collins, da Universidade Duke, em Durham (Carolina do Norte). "Entender essa conexão e o mecanismo que regula o Ucp2 pode revelar formas de "acelerar " ou "suavizar" a imunidade para propósitos terapêuticos", disse a pesquisadora.

Reduzir o Ucp2 como forma de tratar infecções pode não ser uma boa estratégia. "Embora uma deficiência de Ucp2 tenha vantagens claras no contexto do processo infecioso-inflamatório, provavelmente terá efeitos negativos a longo prazo", alertou Antonio Vidal-Puig da Universidade de Cambridge, na Grã Bretanha, em comentário relacionado ao estudo.

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