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Adolescentes dos EUA Estão Praticando Mais Sexo Oral

NOVA YORK (Reuters Health) - O medo da Aids e gravidez fez com que muitos adolescentes se privassem de relações sexuais. Mas os jovens podem se voltar para outros tipos de comportamentos sexuais, como sexo oral, que também oferece riscos à saúde, sugerem resultados de um estudo.

De acordo com as descobertas da pesquisa, cerca de metade dos garotos de 15 a 19 anos disse que havia recebido sexo oral em 1995, porcentagem superior a cerca de 44 por cento em 1988. E 53 por cento afirmaram que foram "masturbados" por uma garota em 1995, comparados a 40 por cento em 1988.

Cerca de 40 por cento disseram que fizeram sexo oral e 11 por cento afirmaram que praticaram sexo anal em 1995, de acordo com o estudo publicado na edição de novembro e dezembro de Family Planning Perspectives, revista do Instituto Alan Guttmacher.

Gary J. Gates e Freya L. Sonenstein, do Instituto Urban, em Washington, DC, afirmaram que esse estudo "destaca a importância de monitorar um amplo espectro de comportamentos sexuais entre adolescentes".

"A avaliação do risco de infecções por doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) entre adolescentes exige a atenção de todas as formas de atividade sexual genital", acrescentaram os pesquisadores.

Não se sabe ainda que tipos de comportamentos os adolescentes estão adotando, explicou Lisa Remez, editora associada da revista, em um artigo acompanhando o estudo. A mídia indica que muitos adolescentes estão adotando a prática do sexo oral, mas as pesquisas sobre o assunto ainda não são detalhadas.

Os clínicos gerais oferecem estudos conflitantes sobre a atividade sexual entre adolescentes. Alguns afirmam que não observaram um aumento na taxa de DSTs adquiridas por formas diversas da relação sexual; outros dizem que estão observando novos tipos de infecções.

Em ambos os casos, os adolescentes que praticavam sexo oral não parecem ter consciência de que essa forma de relação pode transmitir DSTs.

Além disso, muitos adolescentes vêem o sexo oral como "algo que você pode fazer com alguém com quem você não tem tanta intimidade, enquanto a relação sexual é...reservada a uma pessoa especial".

Um educador disse que, às vezes, as meninas vêem o sexo oral como uma forma de evitar a gravidez, doenças e manter o controle.

Especialistas em saúde sugerem que os pais e educadores precisam ensinar aos adolescentes os riscos potenciais de diversos comportamentos sexuais.

"Quando nós, como adultos, falamos a nossos filhos para se absterem de sexo, podemos estar falando também em uma língua diferente", disse Sara Seims, presidente do Instituto Alan Guttmacher, organização sem fins lucrativos que atua a área de saúde reprodutiva.

"Esse estudo evidencia que o foco estreito de nossa sociedade na política e pesquisa não possui um componente importante: a atividade sexual sem penetração e precoce entre adolescentes."

Sinopse preparada por Reuters Health

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