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Unaids Aprova Estratégias Para Reforçar Luta Contra a Aids

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O Unaids (Programa das Nações Unidas para HIV/Aids) deve desenvolver estratégias para fortalecer as comunidades e buscar fontes alternativas de financiamento para o combate à doença em todo o mundo.

A orientação, divulgada na sexta-feira, é resultado da reunião do comitê executivo do Unaids, realizada no Rio de Janeiro. O documento servirá como base para o Plano Estratégico para o período 2001 e 2005 que deve ser aprovado em Genebra, em junho ou julho do próximo ano.

Segundo o porta-voz do Departamento de Relações Exteriores do Unaids, Ben Plumley, essas orientações significam que o programa deve definir populações em alto risco, estimular os vínculos entre governos e grupos que trabalham na prevenção e tratamento de pessoas com HIV/Aids.

Para Plumley, a estratégia deve incluir mecanismos de repasse de recursos diretamente às organizações não-governamentais (ONGs) e às comunidades. "Muitos países não têm uma estrutura oficial montada para receber o dinheiro e implementar as ações", disse Plumley à Reuters.

Outro problema é a necessidade crescente de financiamento. Pelas estimativas do Unaids, é necessário um investimento anual de 3 bilhões de dólares em programas de prevenção e tratamento básico para enfrentar a Aids somente na África. Segundo Plumley, uma possibilidade seria a obtenção de financiamento nos moldes da ajuda oferecida pelo Banco Mundial (Bird) a 11 países africanos em que 65 por cento do montante é doação e 35 por cento é um empréstimo que deve ser devolvido.

Outro caminho a ser estudado seria a transferência dos recursos utilizados para o pagamento da dívida externa de alguns países para programas sociais. "Neste caso, é preciso considerar a questão da transparência levantada pelo G8 (grupo dos sete países mais industrializados e a Rússia) para garantir que os recursos sejam aplicados no combate à doença", disse Plumley.

Durante o encontro, representantes e observadores de países como Austrália e Alemanha levantaram a necessidade de se unificar e coordenar as ações das várias agências, além de definir explicitamente as funções dos financiadores que trabalham no combate à Aids.

O documento aprovado contém 12 pontos que incluem a definição de focos de prevenção e assistência a grupos como mulheres jovens, profissionais do sexo, usuários de drogas injetáveis e homens que fazem sexo com homens.

Entre as orientações gerais, o plano coloca como prioridade a redução do estigma associado ao HIV/Aids e a garantia de resposta efetiva para a epidemia, incluindo o cumprimento de metas e objetivos mensuráveis.

Sinopse preparada por Reuters Health

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