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Mais evidências de que mães fumantes têm filhos fumantes

WASHINGTON (Reuters Health) – Pesquisadores dos EUA disseram nesta terça-feira que encontraram mais evidências de que filhos de mães que fumam durante a gravidez podem ser predispostos a experimentar o cigarro quando jovens.

Marie Cornelius e colaboradores da Escola de Medicina da Universidade de Pittsburgh disseram que já se sabe que a nicotina e outros produtos do cigarro podem atravessar a placenta, e que sua pesquisa sugere que isto pode de alguma forma afetar o cérebro do feto.

"O papel da exposição pré natal ao cigarro tem sido amplamente pesquisado como fator de risco para o desenvolvimento do uso do cigarro entre os jovens," disse Cornelius em uma entrevista. "Nossos resultados indicam que a exposição fetal ao cigarro pode ter um impacto significativo sobre a iniciação precoce do uso do cigarro em crianças."

Sabe-se que fumar durante a gravidez tem uma ampla gama de efeitos sobre as crianças, de torná-las propensas a distúrbios de conduta, dificuldades de linguagem e leitura até afetar sua função pulmonar nos anos seguintes. Estudos têm sugerido que crianças de fumantes podem ser também mais propensos a fumar.

Cornelius e colaboradores entrevistaram 589 crianças de 10 anos perguntando se já haviam experimentado cigarros. Mais da metade das crianças entrevistadas tinham mães que fumaram uma média de 15 cigarros por dia durante a gestação.

Somente 6% das crianças disseram que haviam experimentado cigarros, mas estas 37 crianças foram significativamente mais propensas a terem sido expostas à produtos do fumo no útero, eles relatam na revista Nicotine & Tobacco Research.

"Os outros fatores que prediziam significativamente a experimentação do cigarro foram uso de cigarros pelos colegas, delinqüência infantil, depressão materna e depressão infantil," disse Cornelius.

A maioria das crianças que experimentaram cigarros disseram que tentaram apenas uma vez. Cornelius disse que estudos feitos em cobaias e outros animais sugerem que o tabagismo pode afetar os cérebros de fetos em desenvolvimento.

"A lesão resultante no sistema nervoso central pode mais tarde ser expressa pela impulsividade, desatenção, agressividade, depressão e/ou ansiedade e pode criar uma vulnerabilidade na criança que poderia contribuir para ajustamento social deficiente e maior propensão à iniciação precoce com o tabaco," ela disse.

Pesquisadores descobriram que 20% das mulheres dos EUA admitem que fumaram durante gestações, a despeito dos avisos sobre os riscos desta prática.

Sinopse preparada por Reuters Health

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