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Países Pobres Precisam de Recursos no Combate à Aids, diz Piot

RIO DE JANEIRO (Reuters) - É impossível para os países pobres combater a Aids com recursos próprios. O alerta foi feito pelo diretor-executivo do Unaids (Programa das Nações Unidas para o HIV/Aids), Peter Piot, quinta-feira durante reunião extraordinária do Comitê Executivo do Unaids, no Rio de Janeiro.

Piot apresentou um relatório da situação e dos resultados da atuação do Unaids e afirmou que, apesar do aumento dos recursos destinados aos programas de combate e prevenção da doença, é necessário cada vez mais dinheiro.

Como exemplo de suprimento extra de recursos, Piot citou o financiamento de 500 milhões de dólares que foi colocado à disposição de 11 países africanos pelo Banco Mundial (Bird).

Segundo a representante do Bird, Debrework Zewdie, 65 por cento desse dinheiro é doação a fundo perdido, mas os 35 por cento restantes terão de ser devolvidos pelos africanos.

Para o diretor do Unaids, as condições de combate à Aids dos países pobres deveriam ser avaliadas tendo em vista sua situação de endividamento externo.

"Existem países na África que gastam quatro vezes mais que o total de recursos investidos em programas de educação e saúde no pagamento de juros (da dívida). Uma parte importante do nosso trabalho é discutir estes fatos", disse Piot à Reuters.

Segundo Piot, os programas de prevenção devem ser proporcionais à abrangência da doença.

"O HIV mina as resistências da sociedade como faz no corpo humano. Quanto pior a epidemia, pior a capacidade de reagir", avaliou o representante do Unaids.

Para o organismos das Nações Unidas, devem ser projetadas respostas locais com a inclusão de programas amplos que ultrapassem fronteiras e tenham duração de longo prazo. "Acabou o período dos projetos pilotos. Agora é preciso implantar programas amplos e de longo alcance", disse o diretor.

A terceira reunião temática do Comitê Executivo do Unaids conta com a participação de representantes dos governos de 22 países, sete agências internacionais, organizações não-governamentais (ONG) e indústrias farmacêuticas.

Os representantes devem discutir e elaborar um documento que deve servir de base para o Plano Estratégico das Nações Unidas para Aids para o período de 2001 a 2005 e será aprovado na próxima reunião do Programa, em junho ou julho do próximo ano.

O Unaids foi criado em 1996 como um programa conjunto do Unicef (Fundo das Nações Unidas para Criança), Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), Banco Mundial e OMS (Organização Mundial de Saúde).

Sinopse preparada por Reuters Health

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