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Terapia de baixas doses de estrógeno é eficiente

ATLANTA, (Reuters Health)- A terapia de reposição de baixíssimas doses de estrógeno pode beneficiar a mulher que, por várias razões, não usa a terapia padrão ou de altas doses, de acordo com um estudo apresentado aqui durante o encontro anual da Associação Americana de Endocrinologistas Clínicos.

O tratamento padronizado é necessário na administração da menopausa, e não há “tamanho de doses que atendam a todas”, aponta a Dra. Lorraine A. Fitzpatric da Escola Médica Mayo em Rochester, Minnesota. Ela relata que as opções de tratamento incluem terapia de reposição de baixíssimas doses de estrógeno, longos ciclos de progesterona, ou os novos moduladores seletivos de estrógeno, tais como o tamoxifen ou raloxifene.

A dosagem mínima específica da terapia de reposição hormonal não foi testada nos primeiros estudos. Alguns achados recentes, entretanto, sugerem que baixos níveis de estrógeno podem ter efeito benéfico para várias mulheres na menopausa, incluindo uma redução do risco de problemas com o epitélio de revestimento do útero. Além do que, baixas doses de estrógeno reduzem os níveis sangüíneos do colesterol LDL (mau) e ajudam a prevenir perda óssea, apesar de não ser tanto quanto as altas doses. Os achados também indicaram que baixas doses ajudam a reduzir sintomas psicológicos associados à menopausa.

“Há mais para ser descoberto, mas esses resultados são encorajadores,” diz Fitzpatrick. A expectativa de vida é superior a 80 anos para mulheres que vivem em países ocidentais. Com a chegada da menopausa por volta dos 50 anos, isso significa que muita mulheres vão viver por 30 anos em que podem ser consideradas estrógeno-deficientes. “A deficiência de estrógeno está associada com perda óssea, mas várias estimativas indicam que somente 20% das mulheres candidatas a tratamento nos Estados Unidos têm alguma forma de terapia de reposição hormonal prescrita, e aproximadamente 50% param o tratamento dentro do primeiro ano,” explica Fitzpatrick.

Ela informou também que a droga tibolone deve ser acrescentada a lista de terapias para a menopausa. Tibolone – um esteróide sintético que contem estrógeno, progesterona e andrógenos (hormônios masculinos) de baixa atividade – atualmente está sendo utilizado na Europa e na Ásia. A droga ainda não foi aprovada para uso nos Estados Unidos.

“As propriedades androgênicas do tibolone podem aumentar a libido, mas os estudos não deixam isso claro,” diz Fitzpatrick. A droga não induz à estimulação endometrial, uma vantagem definitiva em termos de risco de câncer uterino. Isto pode não causar sangramento menstrual. Os achados do estudo indicam que o tibolone além de tudo, aumenta a densidade mineral óssea, relata a pesquisadora. “Eu penso que a lição para a pacientes individuais é que há várias opções para lidar com a passagem pela menopausa, o que vai depender do estágio da vida em que elas estão. Por exemplo, se elas estão imediatamente após a menopausa, pode ser que os “calores” sejam a principal questão, e você vai ter que lidar com isso primeiro. Mais tarde, talvez outras questões se tornem mais importantes. Talvez elas se tornem intolerantes a certas dosagens ou tipos de droga e pela redução da dosagem você poderia melhorar os efeitos, ou mesmo trocar o medicamento,“ disse Fitzpatrick à Reuters Health.

Uma outra opção é simplesmente trocar os estrógenos se uma paciente estiver sentido efeitos colaterais, tais como sensibilidade nos seios, por exemplo. Outro produto será adequado para esta paciente em particular. As opções continuam aumentando, e, desde Janeiro deste ano, cinco novos estrógenos foram aprovados, observa Fitzpatrick.

“Há muitas opções para tratamento da menopausa hoje em dia. É um campo fenomenal, explodindo com novas opções e tratamentos,” diz ela.

Sinopse preparada por Reuters Health

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