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Pílula do Aborto Está Disponível nos EUA

Por Kate Fodor

NOVA YORK (Reuters Health) - O Mifeprex, droga para aborto conhecida como Ru-486, começa a ser enviada para consultórios médicos na segunda-feira, anunciou o Danco Laboratories, distribuidor de medicamentos com sede na cidade de Nova York.

A droga, cujo nome genérico é mifepristone, foi aprovada pela Food and Drug Administration (FDA, agência para controle de drogas e medicamentos dos Estados Unidos), em setembro em meio a grande polêmica. A droga é bastante usada na Europa há vários anos.

A FDA chegou a pensar em limitar seu uso aos médicos que já fazem aborto cirúrgico, mas pela decisão final, o Mifeprex poderá ser administrado por qualquer médico capaz de diagnosticar e avaliar o tempo de gravidez, tenha providenciado infra-estrutura para caso de emergência e tenha lido e entendido a bula.

Ainda não está claro como a droga será aceita e se o acesso das mulheres ao aborto vai aumentar significativamente, como esperam alguns especialistas.

Segundo a National Abortion Federation (NAF), o interesse de mulheres e médicos na droga tem sido grande. Mesmo antes da aprovação do Mifeprex, cerca de 1.800 clínicos tinham concluído treinamento opcional sobre a droga da NAF, que vai intensificar e ampliar seu programa de treinamento agora que o Mifeprex está sendo lançado.

Ao lado de instituições privadas, a Planned Parenthood deve ser a principal fornecedora da pílula do aborto. Quando o medicamento foi liberado, o grupo informou que cerca de 120 dos seus mais de 800 centros de saúde ofereceriam imediatamente após o lançamento e que esse número deveria aumentar rapidamente.

Embora a droga deva chegar ao mercado em questão de dias, os sistemas de saúde públicos e privados ainda discutem se vão oferecer reembolso ou não. No início deste mês, representantes do Medicaid, em Nova York e Califórnia, informaram que seus Estados vão oferecer o medicamento para mulheres pobres mesmo em casos que não envolvam estupro, incesto ou gravidez de risco para a mãe. A maioria dos Estados não informou se vai facilitar o acesso ao Mifeprex e parece estar esperando a decisão do governo federal.

A droga, administrada por via oral, pode ser usada até sete semanas depois do início do último período menstrual e logo que a gravidez for confirmada. A droga bloqueia a progesterona e, sem ela, o revestimento do útero se desfaz, dando início ao sangramento.

O Mifeprex faz parte de um sistema que também inclui o misoprostol, droga que induz a contrações. A efetividade da combinação para encerrar a gravidez está entre 92 e 95 por cento, conforme o Danco. Sangramento e cólicas são esperados e os efeitos colaterais incluem náusea, dor de cabeça, diarréia e vômito.

Sinopse preparada por Reuters Health

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