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Risco de Vida no Berço

O estreptococo grupo B (EGB) é a causa número um de infecções com risco de vida em recém-nascidos. Caracterizada por ser uma bactéria agressiva, raramente a doença é detectada por obstetras e pediatras no Brasil. O estreptococo é transmitido de mãe para filho durante o parto e o aumento da sua incidência nas maternidades vem despertando o interesse de pesquisadores para a realização de estudos sobre o assunto. "Em menos de 24 horas de vida, os bebes infectados apresentam um quadro clinico precoce de infecção generalizada, insuficiência respiratória e falência de múltiplos órgãos, que pode levar à morte", explica a infectologista Rosana Richtmann, da Maternidade Santa Joana.

Prevenção da doença estreptocócica

Tem sido demostrado que a administração preventiva de antibióticos como penicilina e eritromicina nas mulheres grávidas com risco de apresentar a infecção ou já infectadas, previne o desenvolvimento da enfermidade. Os resultados de um estudo publicado no início do ano na prestigiosa revista médica "New England Journal of Medicine" mostraram a redução de 65% na aparição dos casos de infecção por estreptococo nos recém-nascidos. Esta redução ocorreu devido a uma forte campanha de saúde pública na Inglaterra e no aumento do uso de antibióticos por parte dos hospitais para prevenir a doença nas mulheres grávidas.

Pesquisadores do Centers of Disease Control and Prevention de Atlanta, na Georgia examinaram 7.867 casos de infecções pelo estreptococo do Grupo B, coletado em amostras de secreções de recém-nascidos com menos de 7 dias de vida. Constatou-se uma incidência de 0,6 casos de infecções para 1000 bebês vivos em 1998, comparado à incidência de 1,7 casos por 1000 em 1993, em idêntico levantamento. Isso significa uma redução de 65%. As crianças negras, que eram as mais acometidas do mal, tiveram um decréscimo de 75% da incidência comparada com as crianças brancas. Nas mulheres grávidas a incidência da infecção nesse período de 6 anos também teve declínio de 21%, devido ao uso profilático dos antibióticos no intraparto. Por esses dados, a incidência dessa infecção no parto foi de 3.900 casos que resultaram em 200 óbitos de crianças no período neonatal.

No Brasil, os números não são animadores: registra-se no pais um caso de morte a cada dois mil partos. Segundo a infectologista Rosana Richtmann, a prevenção depende muito mais do obstetra do que do pediatra. "O principal problema ainda é a falta de conscientização dos obstetras brasileiros, impedindo o controle e a prevenção da doença", constata.

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